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Endocardite infecciosa. Desconhecida mais muito perigosa.

A endocardite infecciosa, também conhecida como endocardite bacteriana, é uma grave infecção provocada por bactérias que, ao circularem pela corrente sanguínea, podem se instalar nas válvulas do coração e inflamar, causando derrames e até a morte. Ocorre em qualquer idade e atinge principalmente o coração de pessoas que já possuem determinadas anormalidades congênitas e/ou adquiridas. Mas há casos em que as bactérias são suficientemente agressivas para infectar válvulas cardíacas normais. 
Pessoas que possuem cáries extensas e doenças periodontais avançadas, isto é, inflamações na gengiva e no periodonto (estruturas que sustentam o dente no osso), estão mais susceptíveis a desenvolverem a endocardite infecciosa do que aquelas com a saúde bucal em dia. O que muitos não sabem é que o dente é considerado um órgão vivo e em seu interior passam nervos e vasos sanguíneos que estão interligados com todo o restante do corpo. Por isso a importância da saúde bucal na manutenção da saúde geral e na qualidade de vida.
A endocardite infecciosa pode ser classificada em aguda ou subaguda. A endocardite infecciosa aguda possui início súbito com febre elevada (de 38,5°C a 40°C), frequência cardíaca aumentada, fadiga e dano rápido e extenso da válvula cardíaca. Pode levar a pessoa a óbito em poucos dias. Já os sintomas da endocardite infecciosa subaguda podem durar meses até que o diagnóstico fique evidente para o médico, sendo comum a fadiga, febre baixa (de 37°C a 38°C), perda de peso, sudorese e anemia. Uma vez confirmado o diagnóstico de endocardite infecciosa, o paciente deverá ficar internado por aproximadamente um mês com altas doses de antibióticos.  
Dicas que previnem a endocardite infecciosa: 
• Escove os dentes após cada refeição
• Use o fio dental 
• Faça remoção periódica de tártaro
• Se você é portador de qualquer problema cardíaco, não deixe de informar seu dentista antes de realizar procedimentos cirúrgicos, extrações ou tratamentos de canais.
• Visite o seu dentista periodicamente
 Com essas medidas preventivas, você estará evitando o aparecimento de cáries e doenças periodontais e consequentemente diminuindo as chances de uma possível endocardite infecciosa.         
Mantenha uma boa saúde bucal e previna problemas em seu coração!
Fonte: Odontoprev
Atendimento rápido após infarto é fundamental para evitar maiores danos ao coração.

O coração não para de trabalhar um segundo e, para suprir as necessidades do corpo em repouso, precisa bombear em média de 5 a 6 litros de sangue por minuto. No entanto, em uma pessoa normal, ele pode bombear até 20 litros de sangue por minuto e, em caso de atletas, que têm o músculo cardíaco mais forte, por exemplo, essa quantidade pode subir para 25 litros.
Se a pessoa perde parte dessa musculatura, como num infarto, por exemplo, o coração continuará suprindo essa necessidade do organismo, mas em uma situação que exigir maior demanda de oxigênio, como uma forte emoção ou durante a atividade física, por exemplo, não vai conseguir funcionar bem porque terá perdido a “reserva” - o que pode gerar um cansaço excessivo ou até mesmo uma parada cardíaca.
Essa sequela no coração pode ser ainda maior se houver demora no atendimento ao paciente com infarto.
Como explicou o cardiologista Fábio Jatene no Bem Estar desta terça-feira (3), o coração pode perder em média 1 terço de seu músculo - para evitar danos maiores, o ideal é que ele seja atendido o quanto antes. Se o atendimento for em até 60 ou 90 minutos, boa parte dessa musculatura pode ser recuperada; se demorar mais de 6 horas no atendimento, as células perdidas já não podem mais se regenerar.
Depois da morte dessas células musculares, o músculo cardíaco sofre uma cicatrização e um processo de fibrose muscular, como mostrou o cardiologista. Esse processo pode prejudicar a elasticidade do músculo, diminuindo a capacidade de bombeamento do sangue. Por isso, é extremamente importante o rápido atendimento ao paciente aos primeiros sinais de infarto, para evitar essas consequências.
O primeiro sinal de infarto é o que os médicos chamam de isquemia, ou seja, falta de sangue. Isso acontece quando há um estreitamento das artérias ou alguma obstrução que impede o aumento do fluxo sanguíneo em situações em que há maior demanda de oxigênio, como por exemplo, durante a atividade física – nesse caso, o sangue começa a ter dificuldade para passar pelos vasos.
Entre os sintomas mais comuns da isquemia, estão dor e aperto no peito, sensação de aperto na base do pescoço, tontura e cansaço. Porém, existem casos em que a pessoa não sente nenhum sinal ou sente algo dificilmente relacionado a um infarto, como azia, por exemplo, como explicou o cardiologista Roberto Kalil.
Medicamentos vasodilatadores ou que afinam o sangue podem facilitar essa passagem sanguínea, mas existem casos em que a isquemia é definitiva e leva à obstrução total do vaso, o que faz a pessoa sofrer um infarto.

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