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Irmão de traficante preso assume tráfico em favelas da Maré. Polícia do RJ já está a procura do indivíduo.

Depois da prisão de um dos chefes do tráfico do Complexo da Maré, Menor P, a polícia do Rio procura agora o irmão dele, que aparece num vídeo feito pelo Jornal Extra.

De acordo com a reportagem, a gravação foi feita em novembro do ano passado. Eles teriam saído do Complexo da Maré, por causa de uma operação policial e procurado abrigo no Morro da Serrinha, favela no subúrbio de Madureira.  Nas imagens é possível ver o irmão do traficante. Ele aparece com um colete preto usado pelos paraquedistas do Exército.

Segundo a polícia, “Zangado”, irmão de Menor P, assumiu a chefia do tráfico em 11 das 15 favelas da Maré depois que o traficante foi preso por policiais federais na quarta-feira (26), num apartamento em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. O traficante estava com R$ 4 mil em dinheiro e não reagiu à prisão.

A Polícia Federal já pediu à Justiça a transferência dele para um presídio federal, fora do estado. Os policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) ocupam  há uma semana duas das 15 comunidades do conjunto de favelas da Maré: a Nova Holanda e o Parque União. Mas mesmo com a presença dos homens do Bope, moradores dizem que ainda ouvem tiros na região e convivem com o medo.

Traficantes da quadrilha rival de Menor P que controlam o tráfico nas duas favelas ocupadas pelo Bope também estão sendo procurados. O Disque-Denúncia oferece recompensa entre R$ 1 mil a R$ 2 mil em troca de informações sobre o paradeiro deles.

No domingo (30) as polícias Civil e Militar vão ocupar o conjunto de favelas da Maré. É mais uma etapa para a preparação da chegada das tropas federais na região.

Fonte: Jornal Hoje
Pesquisa americana revela que cocaína pode mudar a estrutura do cérebro em poucas.


Os estudiosos da Universidade da Califórnia fizeram experimentos com camundongos, que receberam injeções com cocaína.
Eles constataram que, apenas duas horas após receber a primeira dose, as cobaias já haviam desenvolvido no cérebro novas estruturas que são ligadas à memória, ao uso de drogas e a mudanças de comportamento.
Os camundongos que tiveram as maiores alterações no cérebro revelaram ter uma dependência mais elevada de cocaína, mostrando que, segundo especialistas, o cérebro deles estava "aprendendo o vício".
A pesquisa foi divulgada na publicação científica Nature Neuroscience.

Caçador de cocaína

Os cientistas investigaram nas cobaias o surgimento de pequenas estruturas nas células do cérebro chamadas espinhas dendríticas, que têm relação profunda com a formação das memórias.
Um microscópio a laser foi usado para olhar dentro do cérebro dos camundongos, ainda vivos, para procurar por espinhas dendríticas após eles receberem doses de cocaína. A mesma análise foi feita em camundongos que, em vez de injeções com cocaína, receberam injeções com água.
O grupo que recebeu cocaína apresentou uma maior formação de espinhas dendríticas, o que indica que mais memórias, relacionadas ao uso da droga, foram formadas.
A pesquisadora Linda Wilbrecht, professora assistente de psicologia e neurociência da Universidade da Califórnia na cidade de Berkeley, disse: "Nossas imagens fornecem sinais claros de que a cocaína induz ganhos rápidos de novas espinhas, e quanto mais espinhas os camundongos ganham, mais eles mostram que ‘aprenderam’ (o vício) sobre a droga".
"Isso nos mostra um possível mecanismo ligando o consumo de drogas à busca por mais drogas."
"Essas mudanças provocadas pela droga no cérebro podem explicar como sinais relacionados à droga dominam o processo de tomada de decisões em um usuário humano".
O pesquisador Gerome Breen, do Insituto de Psiquiatria do King’s College de Londres, ressaltou que "o desenvolvimento da espinhas dendríticas é particularmente importante no aprendizado e na memória".
"Este estudo nos dá um entendimento sólido de como o vício ocorre – ele mosta como a dependência é aprendida pelo cérebro."

Fonte: BBC

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