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Rapaz é morto por cão ao tentar furtar material de construção em bairro da Serra na grande vitória, ES.


Um homem morreu após ser atacado por um cachorro, enquanto tentava furtar armações de ferro de uma loja de material de construção, em Bairro das Laranjeiras, na região de Jacaraípe, na cidade de Serra, que faz parte da região metropolitana da grande vitória na manhã de sexta-feira (25). Ao pular o muro do estabelecimento ele foi atacado pelo animal que tomava conta do local. 

O Samu foi acionado para socorrer a vítima, mas assim que os socorristas chegaram no local perceberam que o homem já estava morto. Ele estava sem documentos, porém o padrasto dele apareceu no comércio e reconheceu o enteado. Ele foi identificado como Maycon Ferreira dos Santos, de 29 anos.

Um vizinho do material de construção ouviu os latidos dos cachorros às 3h40 e, em seguida, pedidos de socorro. Com uma lanterna, ele foi até o local e viu o cão atacando Maycon. Ele ainda jogou bombinhas por cima do muro para afastar o animal. 

A polícia foi acionada e, ao chegar no depósito, teve que arrombar o portão para entrar no local. O cachorro, um vira-lata chamado Mascote, ainda estava em cima da vítima quando os militares chegaram. Quando a equipe do Samu chegou ao local, ele já havia morrido. De acordo com a perícia, o homem foi ferido nos braços, pernas e pescoço.

Além de Mascote, outros dois cães, uma fêmea e um filhote macho, moram no estabelecimento. 

Segurança


O dono do material de construção, um comerciante de 51 anos, disse que adotou o cão após encontrá-lo na rua e que os cães fazem a segurança do depósito.


A polícia acredita que os outros dois cães também tenham atacado Maycon, pela quantidade de lesões encontradas no corpo dele. Segundo a PM, ele invadiu o local para furtar. 


Uma armação de ferro estava em cima do portão do depósito e, por isso, a polícia acredita que Maycon foi surpreendido pelo cão quando tentava fugir do local levando o material.


Família: vítima era usuário de drogas


O padrasto de Maycon, o ajudante Carlos Nascimento de Oliveira, de 48 anos, falou que o enteado era usuário de drogas há cerca de 15 anos e que já foi preso antes.


“Ele costumava furtar as coisas para conseguir dinheiro e comprar drogas. Já foi preso uma vez, mas não me lembro porque. Já tentei arrumar emprego para ele diversas vezes, mas o Maycon não queria”, lamentou o ajudante.


Segundo ele, a mãe da vítima foi quem recebeu primeiro a notícia da morte do filho. Uma tia do rapaz também apareceu no local logo após o corpo do sobrinho ter sido recolhido e desconfiou de que Maycon morreu após os ataques do cão.


“Ele era um rapaz bom. Era viciado e dava um certo trabalho há alguns anos. Para mim, mataram ele em algum lugar e jogaram o corpo para os cães comerem”, acredita. O delegado da Delegacia de Crimes Contra a Vida (DCCV) da Serra, Marcos Vinícius Rodrigues, disse que o dono do animal será ouvido e que as circunstâncias que levaram à morte de Maycon serão investigadas.


Invasão motivou ataque, diz adestrador


O adestrador de cães, Flavio Tamaio, acredita que o ataque do cachorro tenha ocorrido pelo fato do criminoso ter invadido o território do animal. 


“Institivamente, os cães possuem uma definição muito bem dividida da área que os pertencem. Seria a casa, o quintal, a varanda, o apartamento. E quando o animal sente que seu território está sendo invadido, seja por uma pessoa ou mesmo por um outro cão, ele ataca para defender sua área”, explica. 


Tamaio avalia também que outros fatores podem instigar a raiva do cachorro como, por exemplo, a falta de comida e de água, maus-tratos por parte do dono e até mesmo ausência de carinho dele.


O profissional diz que as pessoas precisam ficar alertas com alguns sinais que os animais transmitem quando vão atacar. “Eles ficam parados, com o olhar fixo no alvo e chegam a mostrar os dentes e a levantar o rabo”, diz. Em último caso, para evitar vítimas, cabe ao proprietário afixar uma placa indicando “cachorro bravo”.

Fonte: Gazeta Online
Homem pula do vão central da maior ponte do ES, após esfaquear ex-mulher dentro de seu carro.


Uma tragédia marcou a tarde dos motoristas que passavam pela Terceira Ponte em Vitória no ES, nesta sexta feira 07, por volta das 16:15 h. Um homem pulou do vão central da ponte, após esfaquear uma mulher, que estava com ele em um Fiat Palio vermelho. De acordo com testemunhas, o homem identificado como Carlos Eduardo, parou o carro no vão central, no sentido Vitória – Vila Velha e momentos depois saiu do veículo correndo, todo ensanguentado, se jogando da ponte. A mulher esfaqueada no peito respirava com dificuldades. Posteriormente foi identificada como Gisele Rossi dos Santos. O socorro da Rodosol – concessionária que administra a ponte – foi acionado. Uma ambulância do Samu também foi deslocada para a ponte. 


Carlos Eduardo da Silva Barcelos, 40 anos, teve o corpo resgatado pelo Corpo de Bombeiros. A perícia da Polícia Civil esteve na “Praia do Havaizinho” e já recolheu o corpo de Carlos Eduardo. Já a mulher, que tinha 28 anos, chegou a ser socorrida com vida para um hospital na cidade de Vila Velha, mas morreu durante um procedimento cirúrgico.


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Segundo o irmão de Gisele Rossi dos Santos, ela e Carlos Eduardo já moraram juntos e haviam se separado, porque ele não poderia ter filhos e Gisele queria ter um bebê. Ainda de acordo com o irmão de Gisele, que estava no hospital, a irmã havia dito que Carlos a estava perseguindo nos últimos dias.


Fonte:Voz da Barra

Em uma coletiva de imprensa à beira da rodovia que corta o Rio Jucu, o prefeito de Vila Velha, Rodney Miranda (DEM) anunciou na tarde desta quinta-feira (26) as medidas que pretende tomar para controlar o acúmulo de água nos bairros mais afetados da cidade. Ele informou que a Prefeitura de Vila Velha vai abrir uma passagem pela Rodovia do Sol para dar vazão às águas que estão inundando diversos bairros da região de Guaranhuns e afetando milhares de pessoas.

O anúncio foi feito em meio a protesto em que população fechou totalmente a Rodovia do Sol, em Vila Velha. Inicialmente a manifestação era em função dos alagamentos. Mas os populares não aceitaram bem a informação de que as obras que devem interligar o canal de Guaranhuns e o Rio Jucu. Eles questionaram a viabilidade da obra e cobraram uma ação imediata do prefeito, que disse interferir na rodovia apenas em último caso e que a prioridade no momento é conseguir diminuir o nível das águas no município através das intervenções dentro da Reserva Ecológica de Jacarenema. “Nós vamos abrir um novo canal ao lado da Ponte da Madalena que deve baixar o nível do Jucu. Só assim vamos poder abrir as comportas do canal de Guaranhuns e tirar os alagamentos da cidade”, disse o prefeito.

A intervenção, de acordo com o ambientalista e Gerente de Projetos do Instituto Jacarenema, Petrus Lopes, é uma medida desacertada da prefeitura e coloca em risco toda a reserva, além da balneabilidade das praias do município. “A prefeitura não tem condições de conter um avanço do mar no caso de uma mudança de maré ou em novas chuvas. Existem outras possibilidades que não foram levadas em conta”. O ambientalista também falou dos riscos de uma obra nessas áreas: “Uma obra desse porte pode causar um impacto imprevisto no estuário do Jucu, na reserva e trazer contaminações na areia e água das praias próximas”.


A obra já teve inicio nesta quinta-feira (26), mas por orientação dos técnicos do Governo do Estado, se a obra começasse pela Rodovia do Sol não traria resultado algum, porque as águas não conseguiriam ter vazão, pois o lado de Jacarenema é mais alto que o lado de Guaranhuns. O trabalho começou próximo à Ponte da Madalena, na foz do rio Jucu, uma vez que é necessário baixar o terreno na área de Jacarenema para que as águas do Canal Guaranhuns tenham vazão.

“A ponte foi feita há muito tempo e tem vários pilares que retém uma grande quantidade da água que poderia estar fluindo naturalmente. É uma estrutura muito robusta e que atrapalha o fluxo do rio”, afirmou Rodney Miranda.

A Prefeitura vai criar um canal dentro da Reserva de Jacarenema para depois abrir uma passagem em direção ao canal Guaranhuns, quando então será necessário cortar a Rodovia do Sol. Embaixo da Rodovia serão colocados tubos de ferro fundido com 90 cm de diâmetro. Assim, as águas do Canal Guaranhuns passarão debaixo da Rodovia do Sol em direção ao Canal Jucu.

Para realizar as obras que tiveram início imediato, o município contou com apoio do Governo do Estado, que cedeu maquinário e suporte logístico à prefeitura. Segundo Iranilson Casado, Secretário de Estado de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano, todos os equipamentos solicitados pela prefeitura foram concedidos, apesar da ajuda financeira ainda não ser prevista. “Nesta mobilização foram quatro escavadeiras hidráulicas que colocamos à disposição, como solicitado. Mas neste momento não se falou de recurso financeiro, apesar de haver um compromisso do Estado em ajudar”.

O prefeito vê no Governo Federal a saída para novas intervenções que trariam resultados efetivos à cidade. “Estamos aguardando a liberação de R$ 362 milhões pelo governo federal e que já estão protocolados”. Questionado sobre quais obras são previstas para a verba federal, o prefeito disse serem várias distribuídas por toda a cidade, mas que não seria possível lista-las no momento.

Entenda Melhor as obras previstas

De acordo com a prefeitura, as obras contra o alagamento das áreas afetadas são divididas em duas partes. Inicialmente serão realizadas obras de alargamento do Rio Jucu próximo à sua foz para tentar dar vazão às águas acumuladas. Caso a intervenção inicial não tenha sucesso, o plano é construir um canal artificial ligando o Canal de Guaranhuns ao Rio Jucu através da Rodovia.

Após realizadas as primeiras intervenções, a prefeitura pretende também ligar o Canal de Guaranhuns diretamente ao mar, evitando que ele tenha de passar pelo Rio Jucu para ser escoado. Também estão previstas obras que diminuam um gargalo existente na Ponte da Madalena, na região da Foz do Rio, na Barra do Jucu. A intenção é construir uma ponte menor e que permita um fluxo maior de água no local.


Fonte: ES Hoje
Delegado é mal recepcionado em hospital público no ES, e só foi atendido após ser reconhecido por funcionários do local.

Depois de ser mal atendido por uma servidora estadual em um hospital da Grande Vitória, no ES, na última quinta-feira, o titular da Delegacia de Delitos de Trânsito e professor universitário, delegado Fabiano Contarato, denunciou o comportamento inadequado da funcionária pública.
Ele disse, indignado, que ficou “extremamente constrangido” com a exposição que sofreu e que, por isso, fez a reclamação aos superiores da servidora.

"Todos merecemos ser bem atendidos, independente da condição financeira, posição social ou cargo público que ocupamos".

Repórter — O que aconteceu com o senhor ?

FABIANO CONTARATO — Fui a um hospital público visitar uma vítima de acidente de trânsito e, chegando à recepção, senti na pele o que diariamente milhares de pessoas devem sentir ao buscar os serviços públicos de saúde.

Uma funcionária falando alto e com gestos grosseiros veio me atender. Expliquei que estava ali para visitar uma paciente de um caso que estou acompanhando.
Não satisfeita, ela continuou a me tratar mal. Aos poucos, as pessoas que estavam na recepção vieram me cumprimentar. Inclusive uma senhora veio a mim para falar de uma situação pessoal e pedir orientação, e nesse momento a funcionária pública soube que estava falando com um delegado.
O comportamento dela mudou no mesmo instante. Falou mais baixo, com gestos mais delicados.
Mas ainda assim continuou pedindo que eu provasse que era delegado e mostrasse um documento de identificação da minha posição.
Ela então questionou, com ironia: “Quem comprova que o senhor é delegado?”

>E o que o senhor fez?

Disse que só ia dar a identidade comum. Afinal, a Constituição diz que todos são iguais perante a lei.
Foi então que chegou uma outra servidora e disse que eu era delegado mesmo e que era para me deixar entrar. O que mais me estarreceu foi que para o hospital funcionou a base da “carteirada ”.
Porque só depois que outras pessoas me reconheceram é que elas fizeram a liberação. Fiquei extremamente constrangido. Eu senti vergonha no lugar dela.

>Qual foi a sensação diante desse tratamento?

A sensação é muito ruim, é um descaso. A administração pública é regida por princípios da Constituição Federal, como os previstos no artigo 37, que prega: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Mas em muitos órgãos públicos vemos que há muitos funcionários sem vocação para lidar com a população. Falta consciência e sensibilidade.

> Depois do ocorrido, o senhor tomou alguma atitude?

Eu fui aos diretores do hospital para fazer a reclamação sobre o atendimento que tive. Fiz a denúncia e falei com os gestores: "Assim como vocês são servidores, eu também sou. E o atendimento à população e a imagem que vou ter por isso é o meu cartão de visitas. Em situações como essa é que percebemos o quanto a população mais humilde sofre. Fiz a questão de fazer a denúncia porque às vezes nem tudo chega ao conhecimento dos superiores, fazendo com que os comportamentos inadequados não mudem."

>O senhor avalia que o comportamento dessa servidora reflete a ineficiência de modo geral do serviço público?

Não vou generalizar, porque sei que temos bons funcionários atuando nos hospitais. Mas fiquei triste e revoltado com o meu atendimento inicial e com tanto desprezo pelo ser humano. Todos merecemos ser bem atendidos, independente da condição financeira, posição social ou cargo público que ocupamos. Todos somos parte da mesma sociedade. Pagamos altas taxas de impostos para termos acesso aos serviços
públicos. Trate aquele que te atende com cordialidade, mas também exija ser tratado com respeito.

>O que o senhor acredita que pode ser feito para melhorar a qualidade no atendimento? 

Além do comportamento partir do próprio servidor, de atender de forma humanizada cada cidadão, acho que deve haver mais rigor e punição para quem está em desacordo com o tratamento desejado.

Muitos servidores se escondem sob o manto da impunidade e da estabilidade.
Além disso, a sociedade tem de entender que tem que denunciar o comportamento do servidor que não cumpre os princípios de servir com eficiência e cumplicidade.

Vou propor uma lei estadual. Afinal, é muito comum nas repartições o cidadão ser punido quando desacata uma autoridade. O que vou sugerir é que o funcionário público que não tratar com eficiência e educação possa ser processado administrativamente e, dependendo do tratamento com o cidadão, até configurar como prática de crime por difamação.

"Muitos servidores se escondem sob o manto da impunidade e da estabilidade". FABIANO CONTARATO TITULAR DA DELEGACIA DE DELITOS DE TRÂNSITO E PROFESSOR UNIVERSITÁRIO


Fonte: Jornal Atribuna ES, em 31 Ag, 2013, Pag 31
Dona de casa no ES aciona

Três meses depois de ser adotado pelo TJ-ES (Tribunal de Justiça do Espírito Santo) como uma tentativa de enfrentar a violência doméstica em Vitória, o "botão do pânico" foi acionado nesta quinta-feira (26) por uma dona de casa de 44 anos que estava sendo ameaçada pelo ex-marido. Ela havia recebido o dispositivo três horas antes da agressão, e o alarme fez com que o homem, um gerente administrativo de 55 anos, fosse preso.
É o primeiro caso de prisão desde que o botão foi adotado por um grupo de cem mulheres vítimas de violência doméstica sob proteção da 11º Vara Criminal de Vitória, em abril. O homem foi pego em flagrante pela Guarda Municipal de Vitória, levado para a Delegacia da Mulher e encaminhado para o Centro de Triagem de Viana, no município de Viana, na Grande Vitória.
A dona de casa sofria ameaças constantes do ex-marido havia dois anos, e uma medida protetiva já o impedia de se aproximar dela --a distância mínima prevista era de 300 metros.
"Ele chegou gritando muito, dizendo que o imóvel era dele. Tirou fotos e ficou me ameaçando. Foi quando acionei o botão", contou a vítima. "Apanhei por três vezes para chegar a isso, agora estou me sentindo mais segura e recomendo que toda mulher que sofre violência que busque esta segurança."
Para receber o equipamento, as mulheres vítimas de violência receberam treinamento e assinaram um Termo de Compromisso quanto ao uso do botão, que, segundo o TJ-ES, só deverá ser utilizado no caso de descumprimento da medida protetiva.
De acordo o órgão, o botão quando acionado disponibiliza a localização exata do dispositivo à Central de Monitoramento, que inicia a gravação do áudio ambiente e o armazena em um banco de dados à disposição da Justiça. Toda conversa poderá ser utilizada como prova judicial contra o agressor.
As mulheres que fazem parte do programa são consideradas em risco contínuo mesmo sob medida protetiva contra os agressores. Todas elas ficam no anonimato para que os agressores não descubram o uso do dispositivo, que também pode ser acionado em caso de ameaça contra familiares.

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