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Igrejas tem sido alvos frequentes em confrontos no Egito.


Confrontos no Egito causa destruição de igrejas

Mais uma vez, o dia amanheceu em meio a protestos e mortes no Cairo, capital do Egito.

Segundo informações da rádio BandNews FM, militares atacaram seguidores do presidente deposto Mohamed Mursi, matando centenas de pessoas. Grupos aliados ao presidente queimaram pelo menos três igrejas em cidades do interior do país. No início da tarde desta quarta-feira (14), o vice-presidente Mohamed El Baradei renunciou ao cargo
Na região da mesquita de Rabia al Adawiya, onde a maioria dos militantes pró-Mursi estão acampados, aconteceu o confronto entre policiais e manifestantes. Houve intensos tiroteios entre os dois grupos e dezenas de mortos, embora ainda não exista um número definido. Enquanto o Ministério da Saúde fala em 15 mortos e 200 feridos, a Irmandade Muçulmana, partido de Mohamed Mursi, relata mais de 200 mortes; dentre elas, a filha de 17 anos de um dos seus principais líderes.
A Folha de São Paulo divulgou que, segundo a agência de notícias estatal Mena, três igrejas coptas foram atacadas no interior do Egito por islamitas durante atos contra o governo interino. Os manifestantes jogaram coquetéis molotov contra duas congregações na Província de Minya e um templo na cidade de Sohag, ambas ao sul do Cairo. A mesma informação foi divulgada pelo jornal britânico The Wall Street.
A região é uma das que têm a maior comunidade cristã do país, que é majoritariamente islâmico. Os cristãos (conhecidos no país como “coptas”) foram um dos principais apoiadores da retirada de Mursi do poder, em 3 de julho, após uma operação militar.
Em entrevista hoje à rádio BandNews FM, o embaixador brasileiro no Egito, Marco Brandão, afirma que não há brasileiros entre os feridos. Ao jornalista Ricardo Boechat, o diplomata disse que o comércio está fechado e que há muitas pessoas nas ruas.
A comunidade anglicana no Egito divulgou um alerta de oração urgente, relatando que pedras e coquetéis molotov foram atirados nas igrejas e o carro de um líder religioso foi destruído em Suez.
Algumas comunicações no Cairo foram cortadas, assim como as estradas em Alexandria, bloqueadas. A situação permanece confusa. Hisham Hellyer, professor da Universidade de Georgetown, disse à BBC que “todas as fontes de mídia precisam ser verificadas, pois ninguém é neutro na crise de hoje.”
Informações da Folha de São Paulo revelam que, em uma carta enviada ao presidente interino Adly Mansour, o vice-presidente El Baradei disse que havia meios “mais pacíficos” para resolver os conflitos no país. “Não posso assumir a responsabilidade de decisões com as quais não estou de acordo”, escreveu.
Em um anúncio feito na TV estatal, o governo do Egito anunciou estado de emergência por um mês, iniciando às 16h locais (11h em Brasília). Ontem (13/08), a Portas Abertas já noticiou acerca do aumento da perseguição religiosa no Egito. 

Informações: Portas Abertas
Gravidade dos confrontos no Egito despertam temor de uma guerra civil.



O Egito foi cenário nesta sexta-feira de graves confrontos entre partidários e opositores do presidente deposto Mohammed Mursi que deixaram centenas de mortos em todo o país, em uma "sexta-feira da ira" que despertou temores de uma guerra civil no país.

O número de vítimas ainda é contraditório: o Ministério da Saúde confirmou até agora 17 mortos e 82 feridos em todas as províncias, enquanto a Irmandade Muçulmana, grupo islamita que Mursi fez parte até chegar à presidência, acusam a morte de mais de cem pessoas.
Tanto fontes dos serviços de segurança como a imprensa egípcia informaram durante todo o dia sobre vítimas em diferentes pontos do Egito, como Alexandria (norte), Ismailiya (leste), Damieta (norte) e Sohag (sul).
Os distúrbios começaram depois da oração do meio-dia da sexta-feira durante as manifestações que os seguidores de Mursi convocaram em várias mesquitas para rejeitar a desmontagem dos acampamentos que mantinham em protesto pela derrubada de Mursi no Cairo na quarta-feira.
A concentração mais importante aconteceu no bairro de Ramsés, nos arredores da mesquita de Al Fattouh, onde milhares de membros da Irmandade se reuniram apesar do intenso policiamento nas ruas do Cairo e da presença de voluntários contrários a Mursi armados com pedaços de pau e armas brancas.
Ali explodiram os choques mais graves da capital, em que os grupos acusam um ao outro de usar armas de fogo e que, segundo a Irmandade, provocaram mais de 60 mortos. A delegacia de Ezbeqiya, uma das principais da cidade, foi atacada pelos manifestantes, o que causou 15 mortes, afirmam fontes de segurança.
O exército intensificou o reforço nos arredores da praça Tahrir ao mandar carros de combate, e também para outras regiões sensíveis da capital e das províncias.
A tensão era elevada no Cairo, onde as manifestações da Irmandade avançaram rodeadas pelos contrários a Mursi. Tanto na capital como em outras províncias aconteceram ataques contra delegacias, igrejas, sedes de governos provinciais e fechamento de estradas com pneus incendiados.
Os distúrbios foram especialmente violentos na segunda maior cidade do país, Alexandria, onde pelo menos 16 pessoas morreram e mais de cem ficaram feridas em confrontos nos distritos de Sidi Bishr, Derbala, Ibrahimiya e Sumuha. Mais de 200 pessoas ainda foram detidas acusadas de terem participado dos confrontos.
O governo egípcio anunciou em comunicado que enfrenta um "plano terrorista" da Irmandade Muçulmana e pediu aos cidadãos a união nacional e que deixem de lado as provocações que incitam à divisão do país.
A Irmandade optou no final do dia por encerrar as passeatas e retirar seus seguidores das ruas, mas advertiu que realizará protestos diários durante uma semana.
Um dos porta-vozes do grupo, Gehad al Haddad, anunciou no Twitter que a partir desta sexta-feira "começou a Semana da Ira para derrubar o golpe, e haverá manifestações pacíficas diárias em todas as províncias do Egito saindo dos mesmos pontos de congregação".
As reações no mundo árabe não demoraram, e tanto Arábia Saudita como os Emirados Árabes Unidos expressaram apoio à luta dos egípcios "contra o terrorismo".
Em Amã e em Cartum, centenas de pessoas saíram às ruas para manifestar apoio aos partidários de Mursi em manifestações organizadas pelos partidos islamitas.
A tensão aumentou entre Egito e Turquia, que hoje decidiram consultar seus respectivos embaixadores, cujos laços se deterioraram desde que Mursi foi deposto pelo exército em 3 de julho.
As autoridades do Cairo cancelaram as manobras militares marítimas conjuntas que eram previstas com a Turquia para outubro por considerar "a ingerência flagrante" de Ancara nos assuntos egípcios.
Fonte: EFE

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