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Em protesto ao bloqueio do You Tube, Hackers bloqueiam site do governo da Turquia.

Em protesto ao bloqueio do Youtube decretado ontem, 27, pelo primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, o grupo hacker RedHack atacou durante a noite o site da Autoridade Turca de Telecomunicações (TIB). De acordo com a mídia turca, o site da TIB ficou inoperante durante toda a noite. Recentemente, o primeiro-ministro havia também decretado o bloqueio do Twitter para evitar a publicação de supostos casos de corrupção envolvendo a cúpula de seu governo. Porém, na última quarta-feira, uma corte administrativa derrubou a decisão.
 O bloqueio das duas populares redes sociais ocorre próximo das cruciais eleições administrativas, que deverão ocorrer no próximo dia 30 de março. A medida acarretou em nova onda de críticas dos Estados Unidos e da União Europeia. O porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Marie Harf, afirmou que os Estados Unidos são contra todo tipo de violações da liberdade de expressão e pediu que a decisão de bloquear o Youtube fosse revista. (ANSA)

Fonte: Jornal do Brasil

A médica cubana Ramona Rodriguez, que abandonou o programa Mais Médicos, entrou nesta sexta-feira (14) com uma ação na Justiça Trabalhista de Tucuruí (PA) em que pede R$ 149 mil por danos morais, direitos trabalhistas e diferença do salário de R$ 10 mil oferecido pelo governo brasileiro que, segundo a profissional, não foi pago a ela durante os quatro meses em que trabalhou no país.
A ação é contra a União, a Prefeitura de Pacajá (PA), a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e a Sociedade Mercantil Cubana Comercializadora de Serviços Médicos Cubanos, empresa que teria intermediado a vinda da médica ao país.
De acordo com o advogado João Brasil, contratado pelo DEM para representar a cubana, o pedido de indenização foi protocolado no município de Tucuruí por ser a cidade com comarca trabalhista mais próxima de Pacajá, onde Ramona atuava pelo programa Mais Médicos em um posto de saúde.
Ele explicou que, na ação, pede R$ 69 mil referentes à parte da remuneração que teria ido para Cuba e direitos trabalhistas não recolhidos, como proporcional de férias e 13º salário.
O advogado requer ainda o pagamento de R$ 80 mil de dano moral pelo tratamento “discriminatório” que Ramona teria recebido no programa Mais Médicos em comparação com profissionais de outras nacionalidades contratados para atuar no Brasil.
“Nós estamos pedindo as diferenças salariais, considerando que o valor que ela deveria receber era de R$ 10 mil. Pedimos os salários retidos que teriam sido depositados em Cuba e os direitos trabalhistas previstos na CLT. Além disso, pedimos danos morais por ela se sentir enganada e diminuída em relação aos colegas”, afirmou o advogado ao G1.
Ramona Rodriguez se mudou para o Brasil em outubro de 2013 para participar do programa Mais Médicos, que traz profissionais estrangeiros para trabalhar no interior do país e na periferia de grandes cidades.
No dia 1º de fevereiro ela deixou Pacajá e foi para Brasília depois de descobrir que outros médicos estrangeiros contratados para trabalhar no Brasil ganhavam R$ 10 mil por mês, enquanto os cubanos recebem, segundo ela, US$ 400 (cerca de R$ 965).
Outros US$ 600 são depositados em uma conta em Cuba e liberados aos profissionais depois do término do contrato no Brasil, conforme a médica. Na capital do país, Ramona entrou em contato com a liderança do DEM e recebeu apoio jurídico e logístico do partido de oposição ao governo federal.
De acordo com a cubana, o contrato para atuar no Mais Médicos foi firmado com a Sociedade Mercantil Cubana Comercializadora de Serviços Médicos Cubanos. No lançamento do programa no ano passado, o governo divulgou que o acordo com Cuba foi intermediado pela Opas, que receberia R$ 510 milhões por um semestre de serviços, repassando parte do dinheiro a Havana.
Restrições
Em entrevista ao G1, no último dia 7, Ramona relatou as restrições de liberdade que tinha na cidade de Pacajá. Segundo ela, todos os seus passos tinham que ser relatados a um supervisor cubano do programa, que mora em Belém.

A médica disse que precisava de autorização para almoçar ou passear em outras cidades, ainda que no mesmo estado, e tinha que comunicar qualquer "relação mais séria" com brasileiros ou estrangeiros.
"O governo cubano mandava não falar, manter a privacidade, não divulgar nada do contrato para outras pessoas. O representante tinha que nos controlar, saber onde vamos, o que fazemos, com quem nos relacionamos", afirmou.
A médica explicou que, se desejasse sair de Pacajá, ainda que por uma tarde, comunicava a uma supervisora que morava na mesma casa, que, por sua vez, enviava um e-mail ao chefe — o supervisor mais graduado, de Belém. A saída só era liberada quando chegava a autorização por meio eletrônico.
Uma das cláusulas do contrato assinado por ela para vir ao Brasil diz que, em caso de casamento com estrangeiro, o intercambista cubano se submete à legislação de Cuba, não se isentando do cumprimento das obrigações do acordo, a não ser por autorização da Missão Médica Cubana no Brasil, que monitora os médicos da ilha no país.
"Namoro e amigos tinham que ser relatados. Se você, por exemplo, vai sair para outra cidade, tem que avisar. Poderíamos conversar com brasileiros, mas qualquer relação mais séria teria que ser informada previamente a eles, para que enviassem orientações." 
Fonte: Bem Estar
Transposição do Rio São Francisco... Esperança para o Nordeste! Quando se concretizará?

“Sem dúvida, com a transposição do rio São Francisco será oferecida segurança hídrica para o Nordeste”, garantiu o diretor-presidente da Agência Nacional das Águas (ANA), Vicente Andreu Guillo, durante nossa entrevista. A aposta do governo federal é alta: o orçamento atual da transposição é de R$ 8.158.024.630,97 (o dobro do previsto inicialmente), financiados pelo Programa de Aceleração ao Crescimento (PAC I e II). Trata-se do maior empreendimento de infraestrutura hídrica já construído no Brasil, que mudará para sempre a cara da região.
Menos de 5% das reservas hídricas do país estão no Nordeste do país, que detém entre 12% e 16% das reservas de água doce no planeta. O clima semiárido, seco, quente e com poucas chuvas domina o sertão, território com mais de 22,5 milhões de habitantes (Censo IBGE/2010).
Neste cenário, a notícia de que seria possível transportar a água do Rio São Francisco para regiões mais secas transformou-se em esperança para os nordestinos de todas as épocas. Fala-se nessa obra desde os tempos do Império, quando, em 1877, o intendente do Crato, no Ceará, apresentou para dom Pedro II um projeto que levaria águas do Rio São Francisco até o rio Jaguaribe, no seu estado.
A obra foi iniciada 130 anos depois, durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, com base no projeto elaborado no governo de Fernando Henrique Cardoso. Depois do investimento inicial, de cerca de R$ 4 bilhões, o rendimento dos trabalhos diminuiu em 2010 por problemas de adequação do Projeto-Base à realidade da execução, e novas licitações precisaram ser feitas. Somente no final de 2013, conforme o Ministério da Integração Nacional, responsável pelo projeto, as obras foram 100% retomadas.
Hoje, o empreendimento aponta 51% de avanço, e o orçamento dobrou. A nova previsão para a conclusão é em dezembro de 2015, quando as águas deverão alcançar afinal o leito do rio Paraíba, no Eixo Leste, e o reservatório Engenheiro Ávidos, pelo Eixo Norte, ambos na Paraíba.

ALI DO LADO, FALTA ÁGUA

O projeto prevê que as águas captadas do Rio São Francisco em dois canais de aproximação (no Eixo Norte, em Cabrobó e no Eixo Leste, no reservatório de Itaparica, em Floresta, ambos em Pernambuco) serão conduzidas pelos canais até os reservatórios, de onde abastecerão dezenas de municípios dos estados de Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte, aproveitando a rede de saneamento existente. Projetos referentes a tomadas para uso difuso (pontos de tomada de água captadas ao longo dos canais para abastecer as comunidades instaladas nas proximidades) ainda estão em fase de elaboração. O Ministério da Integração ainda não definiu que pontos serão esses, nem os locais exatos de captação. Da mesma forma, os valores finais do custo desta água para a população ainda estão em estudo por parte do governo federal.
A realidade, porém, é que há mais de dois anos, muitos moradores dos municípios do semiárido nem sequer têm água nas torneiras; usam a água distribuída por caminhões-pipa, de poços particulares ou públicos (a maioria com água salobra) ou da chuva (quando chove).
Em Caiçara, distrito de Custódia, Pernambuco, próximo ao Lote 10, que corresponde a atual Meta 2L, da construção, a população toma a água enviada pelo Exército, em caminhões-pipa, uma vez por semana. Toda semana é a mesma cena: a água é despejada em uma cisterna central, e cada morador tem que ir buscar – há carroceiros que cobram em torno de R$ 5,00 ou R$ 7,00 por viagem.
O riacho Custódia passa próximo da casa de Manoel Rodrigues de Melo, agricultor de 52 anos, mas o fio de água que resta é salobra, e só serve para lavar a casa ou os estábulos. “A água boa vem de Fátima, a uns 40 quilômetros daqui. O que a gente mais precisa aqui é água, que não tem”, suplica o agricultor. Nessas condições, ele e a esposas criaram oito filhos. Todos partiram em busca de melhores condições de vida. “É muito filho, até parece mentira! Mas antigamente os invernos eram melhores, chovia mais”.
Manoel Rodrigues de Melo, que nunca saiu da região onde nasceu, viu seu terreno ser dividido pelo canal do Eixo Leste: ficou com seis quilômetros de um lado do canal e com a mesma medida do outro. Dono de um sotaque sertanejo carregado, com poucos dentes na boca, as mãos calejadas e a pele castigada pelo sol, Manoel conta que agora os bichos têm de usar a ponte sobre o canal para passar. “Senão, eles ficam ou do lado de cá, ou do lado de lá, ou tem que fazer um volta tremenda lá por baixo, onde tem um lugar pra passar. Mas o que mais a gente espera é essa água que ‘tá’ pra vir. Isso vai mudar a nossa vida aqui. Vai ser muito bom”, diz o agricultor, ansioso.
“A gente tinha água pela torneira, era ruim, mas dava pra limpeza. Mas desde que começou essa construção (referindo-se à transposição) ela foi cortada”, lembra-se a vizinha de Manoel, a dona de casa Maria Célia Rodrigues da Silva, que cuida da mãe doente, com 82 anos. “Nem as cisternas não enchem. Estamos com dois anos de seca”, completou. A água encanada provinha de um poço escavado em outro vilarejo próximo de Caiçara, Fiúza, mas ela não sabe dizer se foi cortada em função das obras da transposição, ou se o poço secou. Mesmo com o encanamento de sua casa enferrujado e sem saber se terá água para beber no dia seguinte, a vida de Maria Célia continua. Ela não teve filhos. Cria alguns bodes, cabras e galinhas no quintal da casa e conta com o dinheiro da aposentadoria de sua mãe para o sustento das duas. Trabalhava na roça, mas nada mais resistiu à seca de dois anos.
A tocadora de pífano Zabé da Loca nos recebeu às vésperas de completar 90 anos. Quando tinha 79 anos, 25 dos quais passados em uma gruta, na Serra do Tungão, próximo a Monteiro (PB), Zabé se tornou conhecida no mercado de música regional. Chegou a dividir o palco com músicos como Hermeto Pascoal e Gabriel Pensador em shows no Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Paraíba e Brasília.
Típica sertaneja, que jamais conheceu o conforto de abrir uma torneira de onde corresse água em abundância, Zabé teve 14 irmãos, oito dos quais morreram por doenças originadas pela falta de água e desnutrição. Fumante inveterada, persistiu no hábito mesmo depois do tratamento de combate a um enfisema pulmonar e à pneumonia e não deixou de enrolar um cigarrinho durante a visita, enquanto lembrava: “Nessa serra sempre teve água da chuva que empoçava nas pedras. Mas tinha anos que não encontrávamos água em canto nenhum. A gente tinha que ir até o rio (afluente do rio Paraíba, próximo da nascente) pegar”.
Quando comentamos sobre a transposição do rio São Francisco ela reagiu: “esse negócio existe mesmo?”
Para o ex-presidente da Associação Brasileira de Recursos Hídricos, Luiz Gabriel Azevedo, o custo de operação da água da transposição é elevado e requer investimentos vultosos, quando comparado a outras alternativas. “Parte do pacto, quando se pensou esse projeto, é de que os estados fariam um trabalho forte de racionalizar o uso dentro de seus territórios, de melhorar o sistema de gestão; e os estados estão aquém dessa expectativa”, analisa. Ele alega que os estados deveriam investir mais em obras que garantissem os recursos hídricos, como manutenção e construção de açudes, estudos para perfurações de poços e principalmente em obras de saneamento e rede de distribuição de água.
“Não valerá à pena trazer uma água cara para se desperdiçar do outro lado. Não dá para executar um projeto complexo se os recursos dos açudes não forem bem usados, se não houver um sistema de distribuição, se não se tem um sistema de gestão eficiente nos estados que vão receber para gerir a água”, complementou Luiz Gabriel Azevedo.
Por Lei, o órgão competente que determinará como a água será distribuída é o Conselho Gestor do Projeto de Integração do Rio São Francisco, instituído pelo Decreto 5.995/2006. Esse Conselho é formado por representantes dos estados beneficiados com o empreendimento – Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará – e tem por objetivo, entre outros, tratar da alocação das águas e dos rateios dos custos correspondentes.
Para o diretor-presidente da Agência Nacional das Águas (ANA) destaca que o Nordeste ainda carece de um conjunto de soluções hídricas, como aproveitamento máximo da escassa água da chuva, o controle do uso das águas dos reservatórios ou a transposição de águas de outras bacias hidrográficas, já que a escavação de poços do semiárido é considerada inviável. De acordo com o relatório de impacto Ambiental do PISF, (RIMA), “a maioria do território semiárido (70% da região) dispõe de pouca água subterrânea e possui solo impermeável, ou seja, absorve pouca água, limitando sua capacidade de disponibilidade. Além desse aspecto, a água, em geral, é de baixa qualidade”.

REALOCAÇÃO DE MORADORES E UMA VILA PARTIDA AO MEIO

Cerca de 800 famílias foram deslocadas e receberam indenizações entre cerca de R$ 10 mil a R$ 15 mil para dar passagem às obras da transposição – de acordo com a gerência de Comunicação da CMT Engenharia, empresa responsável pelo acompanhamento das ações de compensação socioambiental do PISF – ao longo dos eixos Norte e Leste, em Pernambuco e no Ceará.  De acordo com o supervisor de obras da empresa Ecoplan, Adilson Leal, porém, as terras não entraram na avaliação das propriedades a serem indenizadas por possuírem baixo valor de mercado, segundo a empresa, em função da pouca qualidade da terra para o plantio ou para o pasto, em uma região onde a chuva é escassa. Só as benfeitorias foram ressarcidas.
Em Rio da Barra, distrito de Sertânia, em Pernambuco, comunidade que beira o canal na altura do Lote 11, que corresponde à Meta 2L, a população se encontra duas vezes por semana na cisterna pública para se abastecer de água potável proveniente de um poço artesiano cavado pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). Um funcionário da prefeitura de Sertânia controla o abastecimento gratuito dos galões trazidos pela população na noite anterior. O local acaba se tornando o ponto de encontro do povoado. Mães carregando baldões chegam com as crianças arrastando baldes menores, carroças carregadas de galões estacionam ao lado e todos aguardam com paciência pelo precioso líquido.  Maria José Araújo Pinheiro, uma dona de casa tímida, mas de olhos atentos, aguardava sua vez quando comentou que sua mãe, Creusa Davi da Silva, aceitou a oferta do governo para desocupar suas terras no sítio Chique-Chique. “Eles ofereceram pra ela R$ 14.400, ela pegou e foi morar em Sertânia. Como ela ganha aposentadoria, está bem. Mas pagaram só pela casa”, disse Maria José.
Márcia Maria Freire Araújo vem do outro lado do canal do Eixo Leste da transposição pegar água na cisterna pública de Rio da Barra. Ela chega sempre antes das seis da manhã, na companhia do cunhado que conduz uma carroça puxada a burro onde transportam os galões de água. Andam cerca de dois quilômetros, atravessam o canal por uma ponte provisória e os depositam em uma fila de recipientes que começou a ser formar no dia anterior. Sua família mora em outra propriedade pequena, que teve uma parte indenizada pelo Ministério da Integração Nacional. “Eu não acho que é justo perder um pedaço de terra, mas se é para fazer o bem pra tanta gente, então aceitamos”, conforma-se. Ela vê o lado bom: seu marido, Adilson Salvador, é empregado na construtora SA Paulista como técnico ambiental na transposição. “Ele conseguiu emprego desde o início da obra, primeiro por outra empresa, e agora pela Paulista”, orgulha-se Márcia Maria.
Em outra localidade, na zona rural de Sertânia, os moradores do Sítio Brabo Novo ficaram divididos pelo canal. Pelo menos treze famílias preferiram a remoção para terras acima do reservatório Barro Branco, ainda em fase de retirada da vegetação. Um número bem maior de famílias permaneceu do outro lado do reservatório.
Maria da Conceição Siqueira, viúva, de 51 anos, e seu filho, de 18 anos, deixarão a antiga moradia para trás e irão para Sertânia. “Já recebi R$ 7.500,00 por aquela casinha ali”, diz, apontando para uma casa que ficará submersa pelo reservatório, “e ganhei essa casa aqui. Mas vamos fechá-la e ir embora”. “Fiquei com um pedaço de terra muito pequeno, (cerca de 50m²) não dá pra nada. Meu filho está em tratamento, ele teve um derrame no cérebro e é melhor a gente ficar lá”, diz.
A família das irmãs Lucicléia e Lucinéia Ferreira Florêncio, vizinhas de Maria da Conceição, tomou uma decisão diferente. “Nossa primeira casa era onde agora vai ser o reservatório, e já foi indenizada em 2007. Mas esse reservatório ocupou quase a metade do nosso terreno. Como ainda sobraram terras desse outro lado e esta é uma área liberada, decidimos construir aqui, com o dinheiro da indenização”, contou Lucinéia. Ela não soube informar o tamanho do sítio, mas a nova casa é grande. No terreno persiste uma plantação de palmas (um tipo de cactos que serve para alimentar os animais) e algumas árvores frutíferas. O resto foi perdido: abacaxi, macaxeira, milho, feijão… A irmã, Luciclélia, casou-se e construiu uma casa menor ao lado, onde vive com o marido e uma bebê de nove meses.
Lucinéia, professora, duvida que no futuro haja uma distribuição justa das águas da transposição. “Tem os pontos positivos, mas acho que vão ter os negativos também. Eu penso que com essa água toda vão começar a fazer mais obras por aqui e eu não sei se toda a comunidade vai ter acesso a essa água quando quiser. O pequeno produtor nunca é beneficiado como os grandes proprietários, nunca tem igualdade. E acho que o crescimento vai ser desordenado. A comunidade já tem uma associação de moradores, mas ainda não sabe como abordar esse assunto”, lamentou Lucinéia, dizendo que não há orientação nenhuma dos governos sobre isso.
Na área onde será construído o túnel entre Sertânia e Monteiro, no Lote 12, atual Meta 3L, a retomada das obras em dezembro significou a perda de mais 100 metros de terreno pelos agricultores, além dos 100 metros que já tinham recuado. “Fazer o quê? Os donos já receberam a indenização e agora que vieram construir pediram mais esse pedaço de terra”, explicam Lenilton Cordeiro dos Santos e Quitéria Araújo da Silva, zeladores do sítio Passagem da Pedra, cortado tanto pelo canal da transposição quanto pelo túnel.

No sítio ao lado, Aílton Ferreira de Oliveira cuida do terreno da sogra, que também foi reduzido. “Agora, o gado que sobrou, cinco cabeças, está no curral e come mandacaru, pois não tem mais o que comer por causa da seca, e o terreno ficou pequeno pro pasto”.
“E essa água, quando chega?”, interrompe o capataz do sítio, que prossegue, num monólogo: “Ninguém sabe…”.
Fonte: A Pública

Profissionais que se inscreveram no Mais Médicos e não comparecerem ao trabalho serão excluídos, definitivamente, do programa, mesmo em fases posteriores, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Embora não tenha ainda fechado o número de desistências, Padilha afirmou que o plano será levado "até o fim" e todos os recursos serão usados para providenciar profissionais para locais desassistidos.
"Vamos buscar médicos até na China", disse, depois de uma participação de mais de cinco horas no plenário da Câmara para discutir o programa. Padilha afirmou que a baixa adesão de profissionais brasileiros a essa etapa do programa só reforça a necessidade de se convocar profissionais vindos de outros países.
Pelo cronograma oficial, médicos inscritos na primeira fase (brasileiros e estrangeiros com diploma validado no País) deveriam ter se apresentado na segunda-feira, 2, para o início do trabalho. Levantamentos informais mostram, no entanto, que uma parte expressiva não compareceu e outra, desistiu já nos primeiros dias de trabalho. 

O ministério deu uma tolerância para médicos se apresentarem ao trabalho. Mas, se preferissem, prefeituras poderiam relatar, até esta quarta-feira (4) à noite, casos de desistência ou abandono do Mais Médicos. Com isso, voltariam a integrar a lista para preenchimento das vagas.
Editais mensais 

A ideia do governo é realizar, mensalmente, editais para convocação de profissionais interessados em participar do programa Mais Médicos. Prefeituras que ainda não se inscreveram também podem fazer a inscrição nos editais mensais. Nos dois ciclos de inscrição feitos até agora, o governo registrou a adesão de 4.025 cidades. Foram solicitados 15.460 médicos. Nessa segunda etapa, 1.414 médicos brasileiros e 1.602 estrangeiros se candidataram. No primeiro ciclo, foram 1.096 brasileiros e 282 estrangeiros. Os profissionais recebem, por uma jornada semanal de 40 horas, uma bolsa no valor de R$ 10 mil, além de pagamento de despesas de moradia e alimentação.
Padilha disse não temer que a baixa adesão prejudique programa. "Estamos só no começo, há uma longa caminhada", disse. De acordo com ele, a infraestrutura dos locais e a carga horária dos profissionais serão acompanhadas de perto. Lançado em julho, o programa é duramente criticado por entidades médicas, sobretudo pela contratação de profissionais vindos de Cuba. O recrutamento de médicos cubanos foi formalizado há duas semanas, depois da primeira etapa de inscrição de brasileiros. 

Cubanos 

Diante do baixo número de adesões, o governo anunciou o recrutamento de 4 mil profissionais. Dois dias depois, os primeiros 400 começaram a chegar no País. Embora a formalização tenha sido feita há duas semanas, médicos cubanos vêm se preparando para vir ao País desde o início do ano. No caso dos profissionais estrangeiros, eles passam por um curso de capacitação de três semanas. Concluída esta etapa, os cubanos serão enviados para cidades que não foram escolhidas por nenhum brasileiro.
Fonte: Último Segundo

Brasília – O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse hoje (4) que o governo brasileiro poderá analisar eventuais pedidos de asilo político de médicos cubanos contratados pelo Programa Mais Médicos. Segundo ele, o mesmo ocorrerá com médicos de outras nacionalidades. Em debate na Câmara, Padilha rebateu afirmações de que os cubanos ficam sem a posse dos passaportes.
“Se um médico cubano, ou argentino – temos médicos de mais de 60 países -, se qualquer um desses profissionais vier a pedir asilo político, vamos analisar quando houver o motivo”, disse em resposta a parlamentares sobre a possibilidade de os cubanos poderem requerer asilo. “Chequem com os médicos e vejam se eles não ficam com passaporte na mão deles. É o documento que eles têm”, completou. Padilha foi à Comissão Geral da Câmara para debater o Programa Mais Médicos.
A vinda dos profissionais de Cuba faz parte de acordo do Ministério da Saúde com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). A previsão é trazer ao Brasil, até o final do ano, 4 mil médicos cubanos. Os primeiros 400 profissionais chegaram ao país e passam por curso de formação e avaliação, com duração de três semanas. A previsão é que eles comecem atuar no próximo dia 16, nas cidades que não atraíram profissionais inscritos individualmente no Mais Médicos.


Fonte: Agência Brasil
90% dos médicos cúbanos que chegaram ao país, irão para o Norte e Nordeste.


As regiões Norte e Nordeste vão receber 364 dos 400 médicos cubanos que vieram para o Brasil na primeira etapa do acordo do governo brasileiro com a Organização Panamericana de Saúde (Opas) para trazer profissionais de Cuba para atuar em regiões carentes do país. Os números foram divulgados nesta terça-feira (3) pelo Ministério da Saúde.

Dos profissionais que vão para o Nordeste, 6 vão para distritos indígenas e 201 para municípios. Dos que vão para o Norte, 34 vão para distritos indígenas e 123 para municípios.
O estado que mais receberá médicos cubanos é o Pará, com 56 profissionais alocados em municípios e seis em distritos indígenas, totalizando 62. Em seguida, vêm o Amazonas, com 61 médicos, e a Bahia, com 45.
A região Sudeste vai receber 30 médicos e a região Sul vai ficar com seis.
“A primeira prioridade para alocação dos profissionais médicos foram os municípios com maior concentração de pobreza”, explicou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. “O segundo critério foram estados que demandaram muitos médicos – como os estados do Rio Grande do Sul, Minas Gerais e São Paulo. Também pegamos municípios de extrema pobreza desse estados, com os mais baixos IDHs”.
O acordo com a Opas prevê, até o final do ano, a chegada de 4 mil médicos cubanos. Eles vão atuar nos 701 municípios que não foram escolhidos por nenhum dos profissionais brasileiros ou estrangeiros aprovados na primeira fase do programa Mais Médicos.
Do total de 400 médicos cubanos, 133 vão trabalhar em municípios com “baixo” Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), 51 em cidades com “médio” IDH, 13 com índice “muito baixo” e 9 em cidades com IDH “alto”.



Segunda etapa do Mais Médicos

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou ainda que a segunda etapa do programa Mais Médicos, que seleciona profissionais brasileiros e do exterior para atuar nas regiões carentes, recebeu 3.016 inscrições. Dessas, 1.414 foram de profissionais com diplomas no Brasil e 1.602 formados no exterior, de 65 nacionalidades diferentes.
Do total de 3.016 inscrições, 951 profissionais já completaram suas inscrições com todos os dados solicitados pelo ministério, de acordo com Padilha. Os demais médicos inscritos cujos cadastros não estão concluídos têm até meia-noite de quarta-feira (4) para indicar seis opções de municípios onde desejam trabalhar.
O ministério prevê que os profissionais brasileiros inscritos na segunda etapa comecem a se apresentar aos municípios em 1º de outubro. Já os estrangeiros deverão desembarcar no Brasil entre 4 e 6 de outubro e se apresentarem aos municípios em 28 de outubro.
Desistências


O ministro falou a respeito das desistências de médicos brasileiros selcionados na primeira etapa do Mais Médicos, que deverão se apresentar aos municípios até 12 de setembro. Algumas secretarias municipais de saúde já relataram a desistência de alguns profissionais, como é o caso do Distrito Federal, onde dos 15 médicos selecionados, seis são considerados desistentes pelo governo distrital.



Ainda não há um balanço da quantidade de médicos que desistiram de trabalhar pelo programa, segundo o ministro. Na quarta-feira (4), o ministério terá os primeiros dados da checagem que a ouvidoria está realizando junto às secretarias municipais de saúde sobre o grau de desistência dos profissionais, de acordo com Padilha.



“As secretaria de Saúde têm até amanhã à noite para fazer um comunicado caso já confirme a desistência do médico para poder oferecer essa vaga no processo de seleção desse segundo mês”, disse o ministro.

Padilha disse garantir que os municípios cujos médicos desistiram do posto receberão profissionais na segunda etapa do programa e comparou as desistências aos concursos públicos. “Isso só revela um drama o que os municípios têm em seleções públicas, que é aguardar, ás vezes, alguns dias, até a confirmação do profissional médico”, afirmou.

“Caso essa vaga não seja ocupada, o Ministério da Saúde fará de tudo, estimulando profissionais brasileiros ou estrangeiros, para ocupar essas vagas e garantir o atendimento da população. Garanto a esses municípios, caso os médicos brasileiros não compareçam até 12 de setembro, que nós vamos ocupar essas vagas”, declarou Padilha.


Fonte: Bem estar
Estratégias políticas em ação! Vale cultura é aprovado pela presidente Dilma.

O governo federal publicou nessa terça-feira (27) o decreto que regulamenta o vale-cultura, mas ainda não definiu quanto as empresas de cartões benefícios poderão cobrar dos estabelecimentos e dos empregadores que aderirem ao programa e passarem a fornecer R$ 50 para que seus funcionários gastem exclusivamente com produtos e serviços culturais.
Segundo o Decreto nº 8084, publicado no Diário Oficial da União dessa terça-feira, os limites da taxa de administração que as empresas operadoras poderão cobrar devem ser fixados em ato administrativo da ministra da Cultura, Marta Suplicy.
Procurada pela Agência Brasil, a assessoria do Ministério da Cultura (MinC) informou que uma instrução normativa deve ser publicada até o dia 6 de setembro. Até lá, o MinC promete negociar os percentuais com as empresas operadoras interessadas. O ministério publicou em seu site um convite para que os representantes das companhias de cartões benefícios interessadas participem, nesta sexta-feira (30), de uma reunião técnica em que serão detalhados os procedimentos de adesão ao programa.
De acordo com o Decreto nº 8084, o MinC também ainda terá que definir a forma e os procedimentos para que as empresas se cadastrem e obtenham autorização para produzir e comercializar o vale-cultura, bem como os parâmetros e a periodicidade dos relatórios que deverão apresentar sobre o uso que os benefíciários fazem dos R$ 50.
O decreto, contudo, estabelece que, para serem autorizadas a produzir e comercializar o cartão, as empresas de cartões benefícios deverão comprovar que têm qualificação técnica necessária e receber o aval do MinC. O ministério garante que não há, até o momento, nenhuma proposta para limitar o número de empresas autorizadas a oferecer o produto e que todas as inscritas que cumprirem as exigências serão habilitadas.  
Os R$ 50 concedidos preferencialmente aos trabalhadores que recebem até cinco salários mínimos deverão ser distribuídos de preferência por meio de um cartão magnético semelhante aos já existentes para alimentação, compras em supermercados e postos de combustível. Os créditos disponibilizados não terão prazo de validade, podendo ser acumulados, mas deverão ser usados exclusivamente com bens e serviços culturais, em museus, galerias, teatros, cinemas, shows, livros, revistas e outros produtos artísticos.
A expectativa do Ministério da Cultura é que o vale esteja disponível até o fim do ano, beneficiando até 42 milhões de brasileiros, com a possibilidade de injetar R$ 25 bilhões no setor. Desde que, ainda em 2007, sob a gestão de Gilberto Gil, o Ministério da Cultura passou a apoiar o projeto de lei do ex-deputado e atual ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), José Múcio Monteiro (PTB-PE), as empresas aguardam o momento de lançar seus próprios cartões no mercado, disputando a preferência dos empregadores que aderirem ao programa.
Apenas dois meses após a sanção do vale-cultura, em dezembro de 2012, e antes mesmo da regulamentação da lei, a  Ticket já anunciava, na internet, o lançamento do seu Ticket Cultura. Outra empresa de cartões-benefícios, a VR, também divulga há meses em seu site o lançamento do VR Cultura, embora lembre que aguarda a regulamentação da Lei 12.761 para poder oferecê-lo no mercado. A Alelo informou que está “apta a emitir o Vale-Cultura” tão logo esteja definitivamente instituído.


Fonte: Capitalteresina
Microsoft, Google, Yahoo e Facebook receberam dinheiro do governo americano para fornecer informações sigilosas.


As empresas de tecnologia se defenderam frente à opinião pública por terem colaborado com a espionagem do governo dos Estados Unidos, mas elas não foram prejudicadas pelos programas da NSA (Agência de Segurança Nacional). Na verdade, Microsoft, Google, Yahoo! e Facebook receberam dinheiro do governo para fornecer informações de seus clientes.

Os documentos vazados pelo ex-agente da NSA Edward Sowden ao The Guardian revelam que a legislação norte-americana prevê um reembolso em razão da aplicação da lei de solicitação de informações.

De acordo com o Wall Street Journal, as companhias de telecomunicações foram incluídas na agenda de pagamentos do governo, assim como as representantes do Vale do Silício. O documento que comprova a situação traz a justificativa de que há grandes custos operacionais envolvidos na coleta e transferência de dados.

No começo do ano a Microsoft já havia admitido que cobrava, sim, para repassar informações, mas disse que o fazia em cumprimento à lei, e não pelo dinheiro. Resposta semelhante foi dada ao WSJ pelo Yahoo!, mas Facebook e Google continuam negando ter aderido ao Prism - o programa de espionagem.


Fonte: Olhar digital
Governo americano toma medidas para evitar novos ataques de cibercriminosos.

A segurança da informação é uma preocupação global mais evidente a cada dia, e tornou-se uma prioridade para os países desenvolvidos. O governo americano abriu os olhos para essa situação e tem procurado maneiras de se proteger contra ameaças à integridade dos dados militares, econômicos e tecnológicos do país.
Para estabelecer um marco regulatório que oferece proteção às informações dos EUA, o presidente Barack Obama assinou em fevereiro a Ordem Executiva (EO) para a segurança cibernética e a Política Diretiva Presidencial (PPD) para a segurança em infra-estrutura crítica.
De acordo com o comunicado publicado no site do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos,  as duas ações vão fortalecer a segurança e a resistência dos sistemas de computação e infra-estrutura crítica contra ameaças, graças a um enquadramento regulamentar atualizado que reconhece o papel crescente da segurança cibernética na obtenção de bens materiais.

"O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos está trabalhando ativamente com parceiros do setor público e privado a cada dia para ajudar a prevenir e responder a tentativas de interrupções nos sistemas de computadores e redes de comunicação", disse o secretário americano de Segurança Interna, Janet Napolitano.
"Essas ações do presidente são um passo fundamental para a melhoria da segurança e força à medida que continuamos a trabalhar com o Congresso para manter nossa nação segura para as futuras gerações", disse Napolitano.
Em 2011, Obama anunciou que qualquer ataque cibernético seria tomado como um ato de terrorismo contra seu país, e que a nação americana poderia responder com uma ação militar contra aqueles que o fizessem.
Naquele ano, o então secretário de Comércio, Gary Locke, apresentado no estudo "cibersegurança, Inovação e Economia da Internet", que continha uma série de recomendações para a segurança da informação nas transações comerciais feitas on-line.

Locke disse: "Nossa economia depende da capacidade das empresas em melhorar sua proteção e de seus consumidores, e devemos garantir que a Internet ajude nesse crescimento econômico".

Ataques a empresas 

O governo americano está preocupado com os ataques freqüentes à sites de empresas, especialmente as pequenas e médias, bem como os riscos de roubo de informações.
As ameaças para as empresas, agências e organizações do governo americano são, em alguns casos, ataques politicamente motivados, efetivados por hackers. Certos grupos sentem ainda, que a produção industrial americana, causam danos às pessoas e ao meio ambiente.
Embora, muitas vezes, eles estejam empenhados em fazer espionagem para roubar informações comerciais, técnicas ou científicas, sigilosas. Há registros de que outro grupo desses criminosos buscam ganho financeiro com o roubo de dados pessoais (informações confidenciais, endereços de e-mail, contas bancárias, números de cartão de crédito e senhas).
Na lista de empresa norte-americanas que estiveram seus dados roubados por hackers têm figurado todos os tipos, até mesmo aquelas consideradas mais seguras, como o Pentágono, a CIA, o Ministério da Defesa e a empresa americana de segurança e consultoria Cibernética Black & Berg. Esta última estava oferecendo  uma recompensa de 10 mil dólares para quem conseguisse atacar sua página web segura.
Entre os tipos de ataques sofridos, estão: DDoS , SQL injection, botnet, spear phishing, algoritmo de geração de MS Points e técnicas de engenharia social, entre outros.
As estatísticas do Relatório de Investigação e violação de dados compilados em 2010, 2011 e 2012, colocou no topo da lista de ciberataques os keyloggers relacionados, packet sniffers spyware, botnets, Back Door, comandos de controle e acesso não autorizado através de credenciais de engenharia social e através da utilização de redes sociais.
Relatórios detalhados à inteligência dos EUA de que os roubos e os dados de interferência contra as empresas, agências governamentais e organizações americanas, vêm principalmente da China e da Rússia.
De acordo com um relatório do The New York Times, os ataques cibernéticos a computadores e redes de computadores são feitas por um grupo de hackers chamado APT-1 (ameaças persistentes avançadas). O principal interesse do hacker é obter informações vitais sobre a evolução tecnológica e econômica dos EUA.
Outro grupo de hackers que também cometeram ataques cibernéticos contra organizações dos EUA é a Shadow.
O governo americano acusou repetidas vezes a China de espionagem cibernética, mesmo empresas reconhecidas como a Huawei e a ZTE estão na sua lista de espiões cibernéticos.
Administração da gigante em pesquisas online, Google Inc. acusam o governo chinês de espionagem sobre a empresa e de serem os responsáveis por vários ataques contra um dos mais conhecidos serviço de e-mail, o Gmail.
Também o Facebook,  Apple, Twitter, Microsoft e Adobe, entre outros confessaram terem sido atacados pelos chineses.
A preocupação da nação mais poderosa do mundo aumentou, desde maio de 2009, quando o presidente Obama disse em referência à infra-estrutura digital ser uma estratégia bem nacional, reconhecendo que a proteção de redes de computadores e de serviços essenciais, como petróleo, gás, energia e água são prioridades para a segurança nacional.
De acordo com o comunicado divulgado em 13 de fevereiro pelo Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, tem ocorrido um aumento cada vez maior do uso de sistemas de informação em infra-estrutura vital americana, como em usinas de energia, sistemas de tubulação, hospitais, estradas, etc.
A infra-estrutura e interconexão dos Estados Unidos, de acordo com o governo, enfrenta uma série de riscos que ameaçam a sua segurança e integridade nacional, como atos terroristas, eventos climáticos extremos, desastres naturais e ataques cibernéticos.
De acordo com a organização, Espiões Estrangeiros para o roubo de segredos econômicos dos EUA no Ciberespaço (Foreign Spies Stealing US Economic Secrets in Cyberspace), criado em 2011, o temor das autoridades em segurança contra ataques virtuais, possar ficar mais freqüentes e mais sofisticados conforme os computadores se tornam mais sofisticados. 
A pesquisa explica que a popularização do uso de dispositivos móveis, como tablets e smartphones nas organizações, são vulneráveis, ​​porque os funcionários acessam e mantém as informações sigilosas nesses dispositivos que são utilizados por eles em qualquer lugar, se tornando uma ameaça em potencial.
Governo americano faz alerta mundial sobre novas ameaças terroristas.





Os Estados Unidos lançaram um alerta mundial aos cidadãos norte-americanos para o risco de possíveis atentados da Al Qaeda durante o mês de Agosto, em particular no Médio Oriente e no Norte de África.
O Departamento de Estado norte-americano disse que as informações de que dispõe sugerem que a organização terrorista e grupos afiliados estão a preparar ataques na região.
No aeroporto internacional de Dulles, na Virginia, um norte-americano garante que, ainda assim, pretende voar, mas diz que se o destino fosse “o Médio Oriente ou o Norte de África, cancelaria o voo”.
Em Newark, uma turista inglesa afirma que “é claro que é algo que nos deixa nervosos, mas preciso de voltar para o Reino Unido e voar é a única forma para o fazer”.
Os Estados Unidos ordenaram o fecho de pelo menos 22 embaixadas e consulados no domingo, sobretudo em países muçulmanos, encerramento que poderá durar “vários dias”.
O Reino Unido decidiu, como medida de precaução, reforçar a vigilância nas suas representações diplomáticas no Médio Oriente.
O analista Joel Rubin diz que “não é a primeira vez que as embaixadas [norte-americanas] são ameaçadas, mas é um indício claro de que a administração [Obama] está a levar a sério as informações que circulam”.
Os Estados Unidos conferem particular atenção à segurança das representações no estrangeiro desde o ataque contra o consulado norte-americano em Bengasi, na Líbia, que resultou na morte do embaixador e de três colaboradores.

Fonte: EuroNews

Hackers já entraram no sistema do governo federal cerca de 67 vezes só este ano.

O primeiro semestre deste ano foi marcado por uma série de invasões de hackers aos sistemas de informática do governo federal. Ocorreram 67 casos de vazamento de informações de órgãos federais entre janeiro e junho de 2013, conforme relatório do Centro de Tratamento de Incidentes de Segurança de Rede de Computadores da Administração Pública Federal (CTIR-Gov) – obtido pelo iG .
Segundo o documento, somente entre janeiro e março, dos 2.027 incidentes de informática registrados pelo departamento integrante do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governo federal, 1,14% (23 casos) foi catalogado como vazamento de informações. No segundo trimestre, de 2.201 incidentes registrados, 2% (44 casos) foram classificados como acesso ilegal de informações.
A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) não detalha oficialmente quais informações foram acessadas pelos hackers. No entanto, fontes com trânsito na Abin informaram ao iG que, em pelo menos cinco casos de 2013, houve vazamento de informações confidenciais.
Os invasores acessaram dados governamentais e de agentes públicos. A Abin não negou esse tipo de acesso. A agência de inteligência afirma apenas que “não difunde dados que envolvem a segurança das informações do governo federal”.
Na avaliação do ex-secretário de Logística e Tecnologia da informação do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna, os ataques de hackers à estrutura governamental é uma realidade em função da exposição à internet. No caso brasileiro, segundo ele, o que falta é infraestrutura em tecnologia atualizada para minimizar a exposição ao risco.
Santanna, que ocupou o cargo de secretário por quase oito anos antes de assumir a presidência da Telebras em 2011, lista entre os problemas brasileiros o fato de o governo ainda utilizar a versão quatro do IP (protocolo de internet). O nível mais avançado de proteção é a versão seis. “Os grandes sites de escuta (hackers) utilizam a versão quatro, por isso é mais fácil de invadir (a estrutura governamental)”, diz.
Resposta lenta aos ataques
Peritos e especialistas em informática ouvidos pelo iG também sinalizam na direção da falta de preparo técnico. Segundo eles, qualquer sistema de informática abre brecha para possíveis ataques ou invasões e dentro do governo não existe defesa em nível de excelência.
O relatório do CTIR-Gov indica que cada incidente de informática dentro dos órgãos federais leva em média cinco dias e 13 horas para ser solucionado. Sendo que, em 22% dos casos, os problemas nos sistemas de informática demoram mais de dez dias antes para terem uma solução.
Os números refletem o que Santanna chama de “limbo” da carreira de analista de sistemas na estrutura federal. Segundo ele, responsável pela elaboração do plano de carreira durante o governo do ex-presidente Lula (2003-2011), “não houve prioridade” do governo em manter analistas de alto nível acompanhando a valorização da profissão junto com o mercado. “Dentro da política do governo não tem uma tecnologia avançada, porque, por exemplo, não há carreira de analista de sistema”, afirma.
Já para Fernando de Pinho Barreira, um dos principais especialistas em segurança cibernética no País, os sistemas de informática do governo federal têm nível sete de segurança – em uma escala de 0 a 10. “Os órgãos do governo que acabam sendo mais vulneráveis são justamente aqueles que não são voltados à tecnologia estratégica, como os ministérios e secretarias menos técnicas, em contraposição a maior segurança encontrada nos órgãos estratégicos como Ministério da Justiça, Presidência da República, ABIN e Polícia Federal”, afirma.
Bezerra, atualmente secretário-geral da Comissão Especial de Crimes de Alta Tecnologia da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), indica como gargalo estatal na guerra cibernética a burocracia aliada à limitação de recursos para investimentos em tecnologia. Ele afirma que a necessidade de licitação, conforme exige a lei 8.666/93, atrapalha a aquisição de novas ferramentas e recursos. “Lentidão e tecnologia, naturalmente, não combinam”, diz.
Verba curta
Exemplo de programa importante dentro do governo federal que sofre de desatualização é um software de investigação da Polícia Federal (PF) chamado “i2”, destinado especificamente à análise criminal que está há dois anos sem novas versões. “Qualquer sistema não atualizado frequentemente e cujo código-fonte não possa ser verificado é potencialmente inseguro”, diz um analista de TI do governo. “Nem os sistemas da PF são totalmente confiáveis”, afirma um perito criminal da Polícia Federal.
O investimento em novas tecnologias também ocorre em um nível menor do que se deveria. A PF pediu, no início deste ano, R$ 15 milhões para investimentos na Delegacia contra Crimes Cibernéticos. O recurso foi negado pelo governo. A PF conseguiu o montante apenas após acessar verba de contingenciamento do orçamento do Ministério da Defesa. “O Brasil está engatinhando em sua política de defesa cibernética e os investimentos ainda são poucos”, afirma o presidente da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (Adpf), Marcos Leôncio.
Parte da solução para os constantes ataques de hackers pode estar na Implantação do Sistema de Defesa Cibernética, programa encabeçado pelo Exército. A ação começou a ser implantada no ano passado, mas sofre com constantes problemas de contingenciamento de recursos federais.
Em 2012, de R$ 90 milhões liberados para o programa, R$ 61 milhões foram empenhados (reservado para gastos). Já em 2013, dos R$ 90 milhões destinados, apenas R$ 7,9 milhões foram empenhados. Até o final do primeiro semestre foram gastos menos de R$ 917 mil. O montante gasto representa somente 1% do total previsto para o ano, conforme dados do Portal da Transparência.
Fonte: Site UltimoSegundo

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