Arrow

Últimas Notícias

Você está lendo notícias sobre: Mostrando postagens com marcador ONU. Mostrar todas as postagens
Barack Obama diz que EUA não precisam de autorização da ONU para atacar a Síria

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse hoje (6) que não depende de autorização da Organização das Nações Unidas (ONU) para um eventual ataque à Síria. Os Estados Unidos afirmam ter provas de que foram usadas armas químicas em ataques na Síria, cuja responsabilidade é atribuída ao governo do presidente sírio, Bashar Al Assad.
“Diante da paralisia do conselho das Nações Unidas na questão, uma resposta internacional é demandada, e não deve vir de decisão do Conselho de Segurança. Preferiria trabalhar por meio de canais multilaterais e ONU, mas acredito que a segurança mundial e dos EUA demandam [decisões por outros meios]”, disse o presidente norte-americano durante coletiva de imprensa em São Petersburgo, na Rússia, onde ocorre a cúpula do G20.

Obama informou que fará na próxima terça-feira (10) um pronunciamento aos cidadãos norte-americanos, a fim de buscar respaldo do Congresso a um eventual ataque à Síria. 

Perguntado sobre se o ataque pode ser feito sem a autorização do Congresso, ele disse que, entre os motivos da consulta, está o de fazer com que o Legislativo explique ao povo americano “que esta é a coisa certa” a fazer.
“Há várias decisões que tomo que são impopulares, mas é o que se há para fazer”, disse, ao reconhecer que ações desse tipo, envolvendo operações militares, são sempre impopulares. “Fui eleito para acabar com uma guerra, e não para começar outras. Mas tenho o dever da proteção, e há tempos difíceis se quisermos defender aquilo que acreditamos”, acrescentou.
Segundo ele, o uso de armas químicas é uma ameaça à segurança global, principalmente para países vizinhos como Turquia e Israel. "Há riscos de essas armas caírem nas mãos de terroristas", alertou. Apesar de não confirmar se fará ou não o ataque, Obama disse ter condições para uma intervenção “hoje, amanhã ou daqui a um mês”.O presidente norte-americano acrescentou que continuará a contatar líderes mundiais “para tomar as ações necessárias”, e pediu união contra o uso de armas químicas pelo regime de Assad.
Também da Rússia, a presidenta Dilma Rousseff havia informado, anteriormente, que o Brasil não reconhece qualquer ação militar na Síria sem que haja aprovação das Nações Unidas.
Segundo Obama, “a conferência foi unânime à ideia de que armas químicas foram usadas, e a maioria dos presentes está aceitando e concordando que o governo de Assad é o responsável pelo uso delas. Isso, claro, foi questionado por [Vladimir] Putin [presidente da Rússia, país contrário a qualquer ataque à Síria]”, disse Obama.
A conversa com o presidente russo foi “tranquila e construtiva”, segundo Obama, e não abrangeu a questão do asilo dado pela Rússia a Edward Snowden, ex-funcionário de uma empresa terceirizada que prestava serviços para a Agência Nacional de Segurança norte-americana (NSA) e principal responsável pelas denúncias de espionagem pelo governo norte-americano.
“Temos uma relação muito direta [com Putin]. Discutimos a questão da Síria. Foi citado que em todos os pontos de interesse comum, teremos de trabalhar de forma conjunta”, disse o presidente dos EUA.

Fonte: Agência EBC
ONU declara Milhares de feridos aguardam por tratamento medico na Siria.


A Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos juntou-se esta quinta-feira às vozes que exigem que se investigue o uso de armas químicas num ataque a civis na Síria, revelando haver "milhares de feridos que necessitam desesperadamente de cuidados médicos".

A equipe do Alto Comissariado na região conseguiu estabelecer contato com fontes fidedignas dentro da Síria, que relataram que, além dos mortos, "há milhares de feridos que requerem cuidados médicos e ajuda humanitária", enfatizou Navi Pillay.

Guta, uma localidade na Síria que fora atacada, já tinha sido alvo de outros ataques, resultando em dezenas de mortes, dias antes do ataque de quarta-feira, no qual se crê morreram centenas de civis, incluindo mulheres e crianças.


Fonte: JN PT

Connect-se!

Páginas Visitadas