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Telexfree quer quebrar contrato com divulgadores. Milhões de pessoas ao redor do mundo poderão ser prejudicados.

A Telexfree pediu à Justiça americana para cancelar contratos com seus divulgadores, como são chamadas as centenas de milhares de pessoas que investiram no negócio. A empresa indica ainda que se recusará a pagar "muitas das cobranças" que eles têm feito, segundo documentos consultados pela reportagem.
Na terça-feira (15), uma investigação americana concluiu que a Telexfree é uma pirâmide financeira bilionária, criada nos Estados Unidos e desenvolvida no Brasil. Às vésperas de a acusação ser divulgada, os donos do grupo foram à Justiça em Las Vegas pedir recuperação judicial. 
Antes mesmo que a recuperação seja julgada, a empresa busca obter autorização para rejeitar "certos contratos executivos" firmados com os promotores, segundo documentos disponibilizados por um dos escritórios contratados pela empresa.
A rescisão, se aceita pela Justiça, abrangerá contratos firmados antes e depois de 9 de março de 2014, quando a empresa mudou a forma de remuneração aos divulgadores, conhecida como plano de compensação.
Contratos "não atendem às necessidades" do grupo
A Telexfree argumenta que os contratos firmados tanto sob o plano de compensação original, cancelado em 9 de março, como sob o plano de compensação revisto “não atendem às necessidades” do grupo.
Segundo a empresa muitas das cobranças feitas por divulgadores que entraram no plano de compensação original são “inválidas”. Já as cobranças decorrentes do plano revisto impediriam o negócio de sobreviver.
Por esse motivo, a Telexfree informou que buscará identificar quais são o que chama de “cobranças legítimas” – até agora, algo que segue desconhecido para a própria empresa, segundo os documentos.
“Uma vez que as cobranças legítimas tenham sido quantificadas e a companhia tenha desenvolvido um novo programa de compensação, os Devedores [a Telexfree] esperam se reorganizar e honrar as cobranças”, diz o documento.
Depoimento: "Hoje sou uma vítima da Telexfree", diz maior divulgador da empresa
Como a Telexfree pediu que esse cancelamento seja publicado na imprensa americana e também no Diário Oficial da União, é possível que os contratos de residentes no Brasil  também sejam afetados.
A empresa, entretanto, afirma nos documentos ter 700 mil divulgadores no mundo, enquanto o Ministério Público do Acre estima que apenas no Brasil eles cheguem a 1 milhão.
A análise dos pedidos feitos pela empresa começa nesta quinta-feira (17). Procurados, os representantes da Telexfree não responderam ao contato.
Dívidas anteriores poderiam não ser afetadas, diz especialista
Para Jeff Kitaeff, advogado especialista em direito do consumidor e recuperações judiciais, a rejeição dos contratos poderia não afetar os créditos a que os divulgadores já tinham direito antes do pedido de recuperação ser feito no último domingo (13).
“O pedido é para rejeitar os contratos desde o pedido de recuperação para a frente, e não para o passado”, afirma Kitaeff. “[Mas] é muito importante ver o que diz o contrato [firmado entre o divulgador e a Telexfree].”
O advogado afirma acreditar, ainda, que o processo de recuperação judicial da Telexfree deverá afetar os pagamentos aos divulgadores e que, se eles forem considerados, de fato, como investidores, terão uma prioridade menor num eventual pagamento.

Fonte: Tribuna da Bahia
Comissão de direitos humanos recebe documentos contendo denúncia sobre o bloqueio da empresa Telexfree das mão de divulgador que protestava por justiça.


A vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, deputada federal Antônia Lúcia Câmara (PSC-AC), recebeu na noite desta quinta-feira dos divulgadores da Telexfree um documento contendo denúncia sobre o bloqueio da empresa.


O documento foi entregue em frente à sede do MP/AC, pelo catarinense Aerci Arreal, divulgador da Telexfree que se acorrentou e fez greve de fome em frente ao órgão pedindo a liberação da empresa. Ao lado de outros divulgadores, Aerci Arreal leu a denúncia assinada por ele e outros filiados da Telexfree e entregou-a a parlamentar, que se comprometeu em fazer uma reunião extraordinária na Câmara dos Deputados para denunciar o que ela considera uma “injustiça contra milhões de brasileiros”. A deputada do PSC disse, ao receber o documento, que irá “requerer o processo que tramita no Estado para a Procuradoria Geral da República”.
“Eu já falei com o presidente da Comissão na Câmara, deputado Marco Feliciano. Vamos convocar uma reunião extraordinária da Comissão. Vamos chamar um ato na Câmara Federal para convocar a população que está atingida por essas medidas que ocorreram especificamente aqui no nosso estado. Também já protocolo nesta sexta-feira um pedido ao procurador-geral da República que requeira esta causa do estado do Acre porque envolve mais de um milhão de pessoas em todo país e é injusto o Ministério Público do Estado do Acre querer tomar a frente de toda uma nação. Se for o caso vamos convidar os divulgadores até o procurador-geral da República. Vamos tentar remeter o caso para esfera federal”.
A deputada se sensibilizou com o Aerci Arreal, que durante dois dias ficou acorrentado e fez greve de fome pedindo a liberação do dinheiro dos divulgadores e a volta da empresa.
“É uma atitude vergonhosa e eu quero pedir desculpas a mais de um milhão de divulgadores. Essa empresa tem legitimidade no Estado Unidos e os Estados Unidos tem a Justiça mais próxima do que é justiça. Vamos estar lutando para que o dinheiro das pessoas seja devolvido ou até mesmo para que a empresa volte a funcionar porque não tem nada que prove que ela seja uma empresa ilegal”, acrescentou.
A Telexfree foi bloqueada em junho do ano passado após denúncia do MPE de prática de pirâmide financeira acatada pela Justiça do Acre.
Aerci Arreal que foi recebido na noite desta quinta-feira pelo procurador-geral do MP/AC, Oswaldo D’Albuquerque, decidiu após a reunião no Ministério Público se desacorrentar e deixar a greve fome.
Fonte: Acre 24Hs
Mais uma empresa suspeita de pirâmide financeira no país, tem vários registros no site Reclame Aqui .

Investigada pelo Ministério Público de Minas Gerais por suspeita de ser uma pirâmide financeira, a empresa NNex acumula reclamações de centenas de investidores por falta de pagamento, pagamentos mais de 50% abaixo do combinado e dificuldades de comunicação. As duas últimas semanas concentram mais da metade das queixas contra a empresa no conhecido site Reclame Aqui, 266 de um total de 445. A NNex confirma os problemas, mas atribui os atrasos a uma “migração bancária” e os pagamentos, na verdade, antes estariam “supervalorizados” porque são atrelados ao faturamento da empresa, que teria caído após a “crise no setor”.
A investigação sobre a empresa começou no Rio Grande do Norte, mas passou para o MP de Minas Gerais, que informou ao JC manter o caso sob sigilo.
Entre os insatisfeitos com a NNex no Reclame Aqui estão investidores do Recife, Camaragibe, Jaboatão dos Guararapes, Santa Cruz do Capibaribe e Petrolina. Pedindo anonimato, um investidor topou comentar o assunto. Ele teme ficar sem receber, caso fale abertamente do caso.
O investidor conta que o negócio tem um funcionamento muito similar à Telexfree, no epicentro da atual polêmica sobre supostas pirâmides no País. A NNex cobra uma adesão de R$ 600 a R$ 2.890 e exige postagens diárias de anúncios em sites específicos. Os investidores são pagos por por e-Vouchers, algo como “vales” virtuais que, no início, eram trocados cada um por R$ 42.
“O problema é que eles começaram a atrasar. Passei 20 dias esperando o pagamento. Quando chegou, cada um dos cinco e-Vouchers que eu recebia não valia mais R$ 42 e sim R$ 15. Ou seja, eu ganhava R$ 200 por semana e agora vou receber R$ 15. Em quanto tempo vou recuperar os R$ 2.890 que investi? Ainda tenho R$ 1 mil para recuperar o dinheiro que coloquei”, comenta o investidor.
As queixas se multiplicam e são feitas diretamente na página da empresa em uma rede social. Os insatisfeitos acusam a empresa de ser uma pirâmide e cobram a devolução do dinheiro.
No último dia 8, já bombardeada por queixas, a empresa postou na rede social a seguinte mensagem: “seus clientes menos satisfeitos são sua maior fonte de aprendizado”. Um insatisfeito respondeu: “E que tal serem fiéis a seus divulgadores? NNex, a pior empresa que já vi na vida, além de não pagarem querem brincar com a cara de seus divulgadores”. Só ontem foram novas 22 queixas no Reclame Aqui.
A EMPRESA
A NNex minimiza os problemas. Diretor de comunicação da NNex, Harry Nicolau Johann diz que a empresa tem um índice de atendimento de 97% dos problemas, em um universo de 10 mil investidores. A empresa nega ser uma pirâmide financeira.
“A queda na remuneração do e-Voucher (leia matéria ao lado) tem relação direta com a baixa no faturamento da empresa. Eles são variáveis e relacionados ao lucro da NNex. Houve um período em que o e-Voucher estava supervalorizado, mas com a crise do setor o valor caiu”, diz Harry. Além disso, afirma, os atrasos de pagamentos teriam ocorrido por uma migração bancária, já encerrada.
O “setor” a que ele se refere é o ramo de marketing multinível, do qual a NNex diz fazer parte, como outras empresas, a exemplo de Telexfree, BBom e Priples, todas investigadas.
No site da NNex, as informações sobre sua atividade são confusas, dificultando a compreensão sobre o que ela de fato faz: “Nossas atividades principais se concentram em duas vertentes, uma é a busca por parceiros que tenham produtos de interesse de nosso público-alvo. Estes parceiros são empresas que comercializam ou distribuem serviços e produtos, digitais e físicos. A outra é gerenciar e motivar um grupo de distribuidores, que são nossos afiliados, no consumo e revenda dos produtos e serviços comercializados pelos nossos parceiros.”
O diretor esclarece por telefone: “Vendemos serviços e produtos físicos, como perfumes. Nossa renda não é somente com a captação de mais pessoas para a rede.”
A empresa apresenta como parceiras comerciais duas marcas que são do mesmo grupo, o Portal Rekomende e a Permuta Digital. A NNex era sediada em Belo Horizonte, mas mudou o endereço para Barueri, com base administrativa em Sorocaba, São Paulo.
Embora a NNex em seu site se apresente como um negócio que já estaria no mercado há 2 anos, desde o início do mês divulga uma sequência de eventos em várias cidades do País, um “Grand Opening” (“grande inauguração”, em inglês). Seriam eventos para lançar novos produtos e serviços. Mas pelo menos um evento, o de Salvador, foi cancelado pela empresa, que no site se desculpa pelo episódio.
“Eu gostaria de aproveitar o contato da reportagem para informar que de 30 a 40 dias vamos lançar novos produtos”, avisa Harry.
Os afiliados, certamente, estão na expectativa.
Fonte: Jornal do Commercio PE
Priples, mais uma pirâmide? Eu já sabia!


Foram presos, na manhã deste sábado (3), o dono da Priples, Henrique Maciel Carmo de Lima, e a esposa dele, Mirele Pacheco de Freitas, 22 anos. Os dois foram detidos na residência do casal, na Imbiribeira. No local, a polícia apreendeu cerca de US$ 300 mil em dinheiro. Eles são suspeitos de crime contra a economia popular e formação de esquema de pirâmide financeira.
O caso está sendo investigado pelo delegado Carlos Couto. Segundo ele, a operação será detalhada na próxima segunda-feira, durante entrevista coletiva. Ainda não se sabe para que delegacia o casal foi encaminhado.
A empresa pernambucana promete remuneração de 2% ao dia durante um ano ao usuário que responder perguntas de conhecimentos gerais. Sendo assim, o lucro da empresa viria do cadastramento de pessoas, o que caracteriza a formação de pirâmide financeira. A polícia recebeu queixas contra a Priples sobre o não pagamento dos rendimentos no dia previsto. Há também denúncias dos usuários por não conseguirem localizar a sede física da empresa.
Em depoimento prestado à polícia em julho, Henrique Maciel afirmou que a empresa não promete ganhos financeiros, e sim crédito de publicidade digital. Henrique afirmou ainda que quem promete pagamento em dinheiro são os usuários.
Atualizado as 15h30
Segue ainda neste sábado para o Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, o empresário Henrique Maciel Carmo de Lima, dono da empresa Priples. Preso na manhã de hoje, ele foi encaminhado para a Delegacia do Ipsep. Depois de prestar novo depoimento ao delegado Carlos Couto,  Henrique será levado para o Instituto de Medicina Legal (IML), no bairro de Santo Amaro, para realizar exame de corpo de delito.
Vestindo uma camisa azul, o empresário chegou à delegacia por volta das 11h20 acompanhado pelo delegado. Os dois entraram pela portas dos fundos. Carlos Couto, responsável pelo caso, disse que deve falar com a imprensa sobre o caso ainda hoje.
O empresário, suspeito de crime contra a economia popular e formação de esquema de pirâmide financeira, foi preso em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça. Ele e sua esposa foram detidos na residência do casal, no bairro da Imbiribeira. Mirele Pacheco, também será submetida aos exames no IML e será encaminhada para a Colônia Penal Feminina, no bairro do Engenho do Meio, no Recife.
Além dos mandados de prisão, a polícia ainda cumpriu esta manhã seis mandados de busca e apreensão. Na residência do casal foram apreendidos uma quantia não revelada em dólares e três carros de luxo, entre eles um Camaro e uma Freemont.
Priples
A empresa pernambucana promete remuneração de 2% ao dia durante um ano ao usuário que responder perguntas de conhecimentos gerais. Sendo assim, o lucro da empresa viria do cadastramento de pessoas, o que caracteriza a formação de pirâmide financeira. A polícia recebeu queixas contra a Priples sobre o não pagamento dos rendimentos no dia previsto. Há também denúncias dos usuários por não conseguirem localizar a sede física da empresa.
Em depoimento prestado à polícia em julho, Henrique Maciel afirmou que a empresa não promete ganhos financeiros, e sim crédito de publicidade digital. Henrique afirmou ainda que quem promete pagamento em dinheiro são os usuários.


Depois da Telexfree e da BBom, é a vez da Blackdever ser bloqueada. A empresa não é tão famosa como as outras duas companhias, porém, já figurava como a nova promessa do marketing multinível no país.

A empresa, que estava no alvo da força-tarefa formada por promotores e procuradores para combater pirâmides financeiras, teve sua funcionalidade paralisada depois de ser notificada pelo Ministério Público de Minas Gerais.

A equipe de combate a esquemas Ponzi investiga mais de 30 empresas do setor de marketing multinível suspeitas de fraude e de crime contra a economia popular.

Em seu site, a Blackdever disse que o bloqueio foi acatado pela empresa depois de receber uma recomendação do Ministério Público de Minas Gerais.

A informação ainda não foi confirmada pela Promotoria de Defesa do Consumidor desse Estado nem pela Associação dos Ministérios Públicos do Consumidor (MPCON).

A Blackdever afirma ter mais de 33 mil pessoas cadastradas. A empresa nasceu na cidade de Uberlândia, em Minas Gerais, em abril de 2013.

O negócio que ela oferece não é bem claro, porém, a companhia afirma que dispõe de diversas vantagens exclusivas para pessoas que se tornarem associadas. A empresa oferece uma espécie de cartão onde o usuário acumula pontos para trocar por produtos.

Na internet, a Blackdever se autodenomina de “banco milionário” e promete retorno financeiro rápido e com um alto percentual. Além do acumulo de pontos, a empresa afirma ter uma loja virtual que dá aos seus usuários descontos de até 70% no valor das compras.
Fonte: A Gazeta
A farsa dos jogos lotéricos. Esquema financeiro para lavagem de dinheiro sujo! Isso é pirâmide financeira!


   "Foram constatados que em algumas loterias, bandidos estavam trocando dinheiro por bilhetes premiados. Parece que alguns ganhadores de loteria seja simplesmente um jeito de lavar dinheiro.
   Um relatório apresentado ao senado, aponta 75 sortudos habituais. Um trio deles por exemplo, acertou 525 vezes. As investigações conselho de atividades financeiras - COAF - começaram a oito anos. O senador tucano Álvaro Dias teve acesso aos documentos da investigação sigilosa, e com base neles, denuncia o suposto esquema de compra de bilhetes premiados. Ainda, segundo o senador, a movimentação de dinheiro chegaria a 32 milhões de reais. 
   No esquema denunciado pelo senador, os bandidos contariam com ajuda de funcionários da caixa econômica federal e donos de lotéricas. Eles pagavam os prêmios aos apostadores sorteados usando o dinheiro sujo, e retinham os bilhetes sorteados. Esse bilhetes seriam entregues aos bandidos, que se apresentavam como os verdadeiros ganhadores. Sacavam os prêmios, e o dinheiro sujo poderiam ser legalmente declarado a receita federal. Alguns casos chamaram a atenção: Três irmãos se apresentaram como ganhadores de 525 prêmios de loterias diferentes, num total de três milhões e oitocentos mil reais. Pai e filho levaram 330 prêmios, que renderam mais de um milhão e oitocentos mil reais. Outros três irmãos teriam sido sorteados 148 vezes e levaram para casa oitocentos e vinte mil reais.
   Em nota a caixa econômica federal disse que cumpre rigorosamente as determinações do COAF, e que o descredenciamento de lotéricas envolvidas em irregularidades reduziu as ocorrências nos últimos quatro anos.
   Repórter Júlio Mosqueira - "O senador Álvaro Dias, apresentou um pedido para que o tribunal de contas da união faça auditorias nas loterias da caixa e quer criar uma lei determinando que o ganhador que for sacar mais de dez prêmios ao mesmo tempo, só leve o dinheiro, se não tiver antecedentes criminais."
   Senador Álvaro Dias - PSDB - PR - "Nós estamos pedindo também, quando há ocorrência de vários prêmios para a mesma pessoa, que a caixa econômica realize uma auditoria interna, para verificar a razão disso."
   Repórter Júlio Mosqueira - "Sorte em excesso, faz lembrar o caso do ex-deputado federal João Alves, que renunciou ao mandato em 1994. Ele foi acusado de ser um dos líderes da marcha do orçamento, que desviou dinheiro público. João Alves também usou as loterias para lavar dinheiro. Com apostas milionárias, as vezes maiores que o prêmio, ganhou mais de duzentas vezes. Morto em 2004, João Alves, nunca foi preso. Apresentava-se como um homem ajudado pelo céus."
   João Alves - Arquivo JG - 23/10/1993 - "Eu ganho quase toda semana! Eles ficam me criticando. Eu digo que é Deus que me ajuda, e é Deus mesmo que me ajuda!"


   Repórter - "Parece brincadeira, né? Os bancos, não bastassem as absurdas tarifas cobradas a todo e qualquer mínimo serviço, agora se sentem a vontade também, para o enriquecimento ilícito. Isso não dá para acreditar! Só o BRADESCO, que vale mais de R$ 100 bilhões de reais, e que no primeiro trimestre deste ano, lucrou!... Eu disse, lucrou! R$ 1,7 bilhão, teve a coragem de lesar milhares de clientes, com o argumento de que não ouve tempo para pesquisa de dados... Vinte anos! A CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, pior, heim! Disse que não tem funcionários. O governo? Ah, o governo! O governo soltou a pior! Segundo o ministro Mantega, o governo estuda reconhecer essa dívida. Reconhecer o que? Assumir o que? O roubo dos bancos que sonegaram extratos? Que embolsaram um trilhão e nove centos bilhões de reais. Isso é praticamente todo PIB brasileiro. O total de riquezas geradas pela economia brasileira. Economia que trabalha! À nós que pagamos bilhões em impostos e mais alguns outros bilhões em tarifas bancárias, resta aguardar agora a decisão da justiça. Hoje a defensoria pública da união entrou com uma ação civil pública na 5ª Vara federal de São Paulo, para que todos os poupadores prejudicados com o plano, sejam automaticamente recompensados sem a necessidade de entrar com ações individuais. É o mínimo que a justiça brasileira, se é que ela existe, pode fazer!"

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