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Grupo de divulgadores capixabas entram na Justiça para receber R$ 684 mil da TelexFREE.

Grupo de divulgadores capixabas entram na Justiça para receber R$ 684 mil da TelexFREE.

O bloqueio das atividades da Telexfree e o congelamento das contas bancárias da empresa têm provocado uma corrida à Justiça. Só no Espírito Santo, há 59 ações contra a companhia. Os associados, juntos, pedem a devolução de R$ 684.260 aplicados no negócio.


Dos processos, 57 foram abertos há um mês, logo depois que a 2ª Vara Cível do Acre suspendeu o funcionamento da empresa.



Sediada em Vitória, a Telexfree (Ympactus Comercial) é investigada em todo o país por formação de pirâmide financeira. Nas ações que questionam a empresa, são citadas, inclusive, firmas parceiras, como a Disk a Vontade e a Voxbras.



Como o dinheiro da Telexfree está apreendido, divulgadores estão incluindo essas companhias nos procedimentos com a intenção de garantir mais rápido o retorno dos valores pagos.



A Disk a Vontade, situada em Vitória, como A GAZETA publicou com exclusividade em 11 de março deste ano, estava ligada, até 2011, à Telexfree INC, de Massachusetts, nos Estados Unidos, e pertencia a um dos donos da Ympactus. A Voxbras é uma operadora de telefonia fixa, de Castelo, que foi comprada pela Telexfree brasileira.



Em outros Estados, há centenas de ações que totalizam milhões de reais em pedidos de devolução. Um dos casos é do Samir Badra Dib, do Mato Grosso, que conseguiu assegurar o recebimento de mais de R$ 100 mil. O dinheiro será depositado numa conta da Justiça do Mato Grosso.



Entre as ações judiciais que tramitam no Judiciário capixaba, está a de um morador de Cariacica. Ele, que é advogado, conseguiu uma liminar que lhe dá direito ao reembolso de R$ 5,8 mil.



O consumidor, que não quis se identificar por temer represálias, afirma que entrou no negócio porque um colega de trabalho o convenceu. Além do que aplicou, ele também quer indenização por danos morais.

“Meu colega insistia para eu participar do esquema. Mostrava para mim a quantia, de em média R$ 10 mil, que ele recebia todo mês na conta-corrente. Eu achei que seria uma oportunidade de fazer o dinheiro render, porém não consegui recuperar nenhum centavo que apliquei por ter me inscrito em maio, dias antes de a empresa ser suspensa”.

O dinheiro que o advogado investiu na Telexfree seria usado para pagar a festa de aniversário do filho de um ano. Ele acredita que a empresa é realmente uma pirâmide e por isso será extinta.

“Eu consegui uma liminar que garante a devolução do dinheiro assim que a empresa for executada pela Justiça. Com essa decisão do Mato Grosso, vou reivindicar o direito de ter o valor depositado numa conta da Justiça daqui do Estado. Também vou incluir a Disk a Vontade e Voxbras no processo”, diz.

O advogado Patrick Pimentel está com nove ações contra a Telexfree que pedem a devolução de R$ 3 mil a R$ 10 mil. Para uma das causas, ele já conseguiu liminar. Nas outras ações, ele também incluiu nos processos a Voxbras e a Disk a Vontade. “Não sei qual a ligação entre as empresas, porém quero garantir o ressarcimento dos meus clientes”.

Pimentel explica que nenhum dos seus clientes recebeu pagamento da Telexfree. “Eles entraram no negócio em maio e junho. Não tinham nem o boleto bancário para provar que eram associados. A sorte é que eles imprimiram as informações que estavam no sistema financeiro da Telexfree”, diz.

A Telexfree foi procurada, mas disse não ter sido citada pela Justiça.


Fonte: Redação Multimídia

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