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Cineasta austríaco, premiado em Festival Internacional de Cinema de São Paulo, morre de malária na áfrica.

Cineasta austríaco, premiado em Festival Internacional de Cinema de São Paulo, morre de malária na áfrica.

O cineasta austríaco Michael Glawogger morreu de malária na noite de anteontem, aos 54 anos, na Libéria, onde filmava um documentário. Glawogger foi premiado no Festival Internacional de Cinema de São Paulo em 1998 com o documentário “Megacities”.
Ele trabalhava no projeto “Untitled – Der Film ohne Namen” (sem título – o filme sem nome, em tradução livre), que faria parte de sua série documental na qual analisa as consequências da globalização. As filmagens começaram em dezembro do ano passado e deveriam durar o ano todo, passando por diversos países.
Segundo o próprio diretor, o conteúdo do filme não estava definido, e seu trabalho “seguia a curiosidade e a intuição”. No ano passado, ele se juntou ao cineasta Win Wenders para dirigir um trecho do documentário em 3D “Cathedrals of Culture”, filme em seis partes que conta a história de edifícios icônicos. No filme, apresentado no Festival de Berlim em fevereiro deste ano, ele retratou a história da Biblioteca Nacional da Rússia.
Entre os diretores que se juntaram ao projetos estão o brasileiro Karim Aïnouz (“O Céu de Suely”), o vencedor do Oscar James Marsh (“Man on Wire”), o dinamarquês Michael Madsen (“Into Eternity”) e o ator norte-americano Robert Redford (“Todos os Homens do Presidente”).
Durante sua carreira, Glawogger se destacou por documentários como “Megacities” (1998), “Trabalhos Mortais” (2005) e “Whore’s Glory” (2011). Nos três, ele retrata a vida de populações pobres em países em desenvolvimento. Ele esteve em São Paulo em 1995 para apresentar seu filme “Die Ameisenstrasse”, na Mostra Internacional de Cinema.
Na época, procurava famílias migrantes do meio rural que tentavam fazer a vida em metrópoles, para retratar em seu projeto “Megacities” – premiado no mesmo festival, três anos mais tarde. Aceitou passear pela cidade com a reportagem da “Folha de S.Paulo” e pediu para ver bairros pobres. “É nesses lugares onde a cultura está mais viva”, disse então.
Porém nenhuma família brasileira foi incluída no filme, que retrata pessoas de Bombai, Nova York, Cidade do México e Moscou. Ele também trabalhou em ficções como “Slumming” (2006), “Kill Daddy Good Night” (2009) e a comédia “Contact High” (2009).
Fonte: O tempo

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