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Fogo que cura. Tratamento Chinês provoca reações nas redes sociais.

As mãos do terapeuta Zhang Fenghao se mantêm firmes enquanto ateiam fogo na toalha embebida em álcool que cobre as costas do destemido paciente. Na China, são muitos os que acreditam que o fogo faz bem para a saúde. O "tratamento de fogo" não faz parte da medicina tradicional chinesa, mas seus praticantes dizem que cura o estresse, a má-digestão, problemas de fertilidade e até alguns tipos de cânceres.

O fato de seus supostos efeitos não estarem provados cientificamente não é obstáculo para os defensores desta prática secular, impressionante de ver. Além disso, afirmam que aquecer os pontos de acupuntura - uma técnica conhecida como moxibustão - tem eficácia provada há anos.

"A terapia com fogo supera tanto a medicina chinesa quanto a ocidental", diz, entusiasmado, Zhang, que forma seus estudantes em um modesto apartamento em Pequim. Ele cobra 300 iuanes (EUR 35) por uma hora de tratamento.

Concretamente, a cura parece simples, apesar do risco que representa. O especialista aplica primeiro uma pasta à base de ervas nas costas do paciente, que cobre com um pano. Depois, derrama neste pano uma mistura inflamável composta de água e álcool inflamável a 95º. "Este método permite evitar uma operação", explicou, sem pestanejar, Zhang Fenghao.

Deitado de bruços, o paciente, que diz se chamar Qi, espera, relaxado, a combustão. Quando Zhang aproxima o isqueiro aceso, chamas de cor laranja e azul surgem sobre a coluna vertebral do paciente. "Sinto calor, mas não dor", afirma. "Acho que é eficaz", diz. Aos 47 anos, ele sofreu uma hemorragia cerebral que deixou sequelas na memória e na mobilidade.

Muitos chineses não conseguem pagar tratamentos caros em seu país, onde a previdência social é incipiente. Esta situação favorece os tratamentos alternativos. Zhao Jing, de 49 anos, sente dores crônicas nas costas. Ele diz que a princípio era reticente sobre este tratamento. "Mas depois de me informar exaustivamente, não sinto mais medo", afirmou esta mulher.

O método consiste na crença tradicional de que há um equilíbrio necessário entre os elementos quentes e frios do corpo humano. "Ateamos fogo no corpo para tirar o frio interno", explica Zhang, que garante que entre seus clientes há diplomatas estrangeiros e dirigentes comunistas. Uma foto de um "tratamento com fogo" causou comoção nas redes sociais chinesas, pois mostra um homem que faz tratamento nos testículos. "Senhor, como gosta do ponto de sua carne?", brinca um blogueiro.

A imprensa oficial chinesa criticou alguns consultórios que têm como responsáveis terapeutas sem qualificação, sem os equipamentos de segurança necessários. A prevenção contra queimaduras às vezes se resume a um simples balde d'água, colocado no chão. "Houve ferimentos, pacientes que tiveram o corpo ou rosto queimados devido ao descumprimento das normas de segurança", conta Zhang. Mas "eu formei dezenas de milhares de estudantes e nunca tivermos que lamentar um acidente".

Enquanto toma conta das chamas que queimam as costas de um de seus pacientes, ele recita um poema: "um dragão que cuspia fogo desceu à Terra, dando origem a uma terapia misteriosa..." Muito sério, conclui: "a medicina precisa fazer sua revolução. O tratamento com fogo é a solução para o mundo".


Fonte: Saúde Plena
Endocardite infecciosa. Desconhecida mais muito perigosa.

A endocardite infecciosa, também conhecida como endocardite bacteriana, é uma grave infecção provocada por bactérias que, ao circularem pela corrente sanguínea, podem se instalar nas válvulas do coração e inflamar, causando derrames e até a morte. Ocorre em qualquer idade e atinge principalmente o coração de pessoas que já possuem determinadas anormalidades congênitas e/ou adquiridas. Mas há casos em que as bactérias são suficientemente agressivas para infectar válvulas cardíacas normais. 
Pessoas que possuem cáries extensas e doenças periodontais avançadas, isto é, inflamações na gengiva e no periodonto (estruturas que sustentam o dente no osso), estão mais susceptíveis a desenvolverem a endocardite infecciosa do que aquelas com a saúde bucal em dia. O que muitos não sabem é que o dente é considerado um órgão vivo e em seu interior passam nervos e vasos sanguíneos que estão interligados com todo o restante do corpo. Por isso a importância da saúde bucal na manutenção da saúde geral e na qualidade de vida.
A endocardite infecciosa pode ser classificada em aguda ou subaguda. A endocardite infecciosa aguda possui início súbito com febre elevada (de 38,5°C a 40°C), frequência cardíaca aumentada, fadiga e dano rápido e extenso da válvula cardíaca. Pode levar a pessoa a óbito em poucos dias. Já os sintomas da endocardite infecciosa subaguda podem durar meses até que o diagnóstico fique evidente para o médico, sendo comum a fadiga, febre baixa (de 37°C a 38°C), perda de peso, sudorese e anemia. Uma vez confirmado o diagnóstico de endocardite infecciosa, o paciente deverá ficar internado por aproximadamente um mês com altas doses de antibióticos.  
Dicas que previnem a endocardite infecciosa: 
• Escove os dentes após cada refeição
• Use o fio dental 
• Faça remoção periódica de tártaro
• Se você é portador de qualquer problema cardíaco, não deixe de informar seu dentista antes de realizar procedimentos cirúrgicos, extrações ou tratamentos de canais.
• Visite o seu dentista periodicamente
 Com essas medidas preventivas, você estará evitando o aparecimento de cáries e doenças periodontais e consequentemente diminuindo as chances de uma possível endocardite infecciosa.         
Mantenha uma boa saúde bucal e previna problemas em seu coração!
Fonte: Odontoprev
Um homem na Eslováquia teve um tumor 6 kg removido de seu rosto.


Stefan Zoleik, percebeu o crescimento desordenado de um tumor gorduroso na face, à cerca de 10 anos e foi diagnosticado com a doença de Madelung, uma condição rara.

"Após as mudanças na minha face, as pessoas paravam e olhavam de forma espantosa para mim e isso me incomodava muito toda as vezes.", disse Zoleik.

A cirurgia durou cinco horas, e foi um sucesso.Zoleik está entusiasmado com seu novo visual, dizendo: "Ficou muito melhor do que era antes. Estava horrível. Isso é incrível!" 

 Veja a matéria. 



Fonte: Stuff
Cineasta austríaco, premiado em Festival Internacional de Cinema de São Paulo, morre de malária na áfrica.

O cineasta austríaco Michael Glawogger morreu de malária na noite de anteontem, aos 54 anos, na Libéria, onde filmava um documentário. Glawogger foi premiado no Festival Internacional de Cinema de São Paulo em 1998 com o documentário “Megacities”.
Ele trabalhava no projeto “Untitled – Der Film ohne Namen” (sem título – o filme sem nome, em tradução livre), que faria parte de sua série documental na qual analisa as consequências da globalização. As filmagens começaram em dezembro do ano passado e deveriam durar o ano todo, passando por diversos países.
Segundo o próprio diretor, o conteúdo do filme não estava definido, e seu trabalho “seguia a curiosidade e a intuição”. No ano passado, ele se juntou ao cineasta Win Wenders para dirigir um trecho do documentário em 3D “Cathedrals of Culture”, filme em seis partes que conta a história de edifícios icônicos. No filme, apresentado no Festival de Berlim em fevereiro deste ano, ele retratou a história da Biblioteca Nacional da Rússia.
Entre os diretores que se juntaram ao projetos estão o brasileiro Karim Aïnouz (“O Céu de Suely”), o vencedor do Oscar James Marsh (“Man on Wire”), o dinamarquês Michael Madsen (“Into Eternity”) e o ator norte-americano Robert Redford (“Todos os Homens do Presidente”).
Durante sua carreira, Glawogger se destacou por documentários como “Megacities” (1998), “Trabalhos Mortais” (2005) e “Whore’s Glory” (2011). Nos três, ele retrata a vida de populações pobres em países em desenvolvimento. Ele esteve em São Paulo em 1995 para apresentar seu filme “Die Ameisenstrasse”, na Mostra Internacional de Cinema.
Na época, procurava famílias migrantes do meio rural que tentavam fazer a vida em metrópoles, para retratar em seu projeto “Megacities” – premiado no mesmo festival, três anos mais tarde. Aceitou passear pela cidade com a reportagem da “Folha de S.Paulo” e pediu para ver bairros pobres. “É nesses lugares onde a cultura está mais viva”, disse então.
Porém nenhuma família brasileira foi incluída no filme, que retrata pessoas de Bombai, Nova York, Cidade do México e Moscou. Ele também trabalhou em ficções como “Slumming” (2006), “Kill Daddy Good Night” (2009) e a comédia “Contact High” (2009).
Fonte: O tempo
Insetos comestíveis e a dieta para uma vida saudável. Tá Servido?!

A recente publicação do livro Insectos comestíveis: perspectivas futuras para a segurança alimentar, sob a chancela da Organização para a Alimentação e para a Agricultura (FAO), mediatizou a entomofagia humana. Mas o assunto de novo tem muito pouco.
Os insectos fazem parte dos hábitos alimentares de mais de um quarto da população humana, sobretudo na Ásia, África, Oceânia, América Central e do Sul, sendo consumidos tanto na fase larvar como na fase adulta. Contudo, para a maior parte de nós, "ocidentalizados", só a ideia de consumir insectos provoca expressões faciais que afastam quem bem-intencionado quiser colocar no nosso prato uns gafanhotos fritos com chilli e lima, umas larvas de vespa com molho de soja ou mesmo um caramelizado de libélulas e cupins. Preferimos, sem hesitar, os seus primos que vivem no mar, os crustáceos (camarões, santolas, lagostas, entre outros), e fazemos fila para comer um bom arroz de marisco. 
Mas são várias as razões para não pôr de lado este recurso alimentar tão nutritivo. 
Muitos insectos são fonte de proteínas, ácidos graxos essenciais (ómega-3 e ómega-6), minerais e vitaminas comparáveis às carnes de porco, boi, aves e peixes. 
Os insectos são animais de sangue frio e, por isso, não despendem energia para se aquecerem, o que os torna muito eficientes no processo de conversão dos alimentos que comem em massa corporal (essencialmente proteína): para produzir a mesma quantidade de proteína gasta-se para alimentar vacas durante um mês, a quantidade de ração suficiente para alimentar frangos durante seis meses ou a alimentar insectos durante um ano. E, como a necessidade de ração determina a área cultivável necessária, criar insectos é também neste aspecto uma atividade menos exigente: numa área equivalente a um campo de futebol utilizado para criar vacas produz-se proteína em quantidade equivalente à que se produz a criar insectos apenas na grande-área (cerca de 1/12 da área total do campo). 
Produzir proteína recorrendo a insectos é portanto uma atividade bem mais eficiente do que fazê-lo criando bois, porcos ou aves. Usa-se menos solo, menos água, recursos naturais limitados e emite-se menos gases com efeito estufa. Mas, no contexto da segurança alimentar (que envolve o fornecimento presente e futuro de alimentos à população humana e aos animais de criação) o interesse dos insectos não fica por aqui. 
A curto prazo, a criação de insectos para incorporação em rações, principalmente para peixes e mariscos, afigura-se como uma das mais importantes aplicações. Os insetos podem ser alimentados com vários tipos de resíduos orgânicos, por exemplo, restos de alimentos provenientes de cozinhas domésticas e de restaurantes, para servir de fonte proteica em rações que alimentem a crescente população de peixes e mariscos de aquacultura que, imagine-se, consomem cerca de um quinto do peixe capturado em alto mar. Existem já algumas empresas pioneiras a operar neste setor.
Na Europa, a utilização de insectos na cadeia alimentar passará pelo consumo de peixes, mariscos ou mesmo aves e porcos alimentados com rações proteicas que incorporem estes pequenos artrópodes. Ir hoje a um restaurante comer uns croquetes de larvas de besouro talvez seja muito apelativo para o consumidor mais moderno. Mas vale lembrar que as pessoas que comem insetos, fazem-no porque gostam.

Nutricionista e professor
Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação Universidade do Porto
dupamato@fcna.up.pt
Fonte: Lifestyle

Presente em todos lanches pedidos nas lanchonetes de todo país e do mundo, a batata-frita é uma unanimidade. Muito difícil achar alguém que não goste. No entanto, estudos mostram que o tubérculo, quando frito, sofre uma reação química que libera uma substância cancerígena, chamada de acrilamida.
O nutrólogo Roberto Navarro explica que a reação acontece quando o alimento é aquecido a altas temperaturas, aquelas maiores de 120ºC. “Se fala da fritura porque o cozimento não atinge essa temperatura alta”, esclarece. O aminoácido asparagina reage com a glicose (ou frutose) e libera a maléfica acrilamida, composto já conhecido pela ciência por causar câncer em ratos. “Existem outros alimentos que liberam acrilamida, mas a batata é a que apresenta maior teor dessa substância quando é frita, por isso se fala tanto dela”.
Além da batata, entram nesta lista a beterraba, o pão e os cereais. Todos eles têm o aminoácido asparagina, glicose e frutose (no caso das frutas), mas não se costuma comê-los após serem submetidos a temperaturas tão altas, o que os deixa livres da acrilamida.
A explicação científica, segundo um estudo publicado pelo periódico Journal of the National Cancer Institute, é que a acrilamida muda as estruturas do DNA e conduz à mutação, que, por sua vez, levaria à formação de tumores. Os efeitos cancerígenos da acrilamida foram comparados ao BPDE, uma substância já conhecida por causar câncer, e presente na fumaça do cigarro, combustíveis, além de outros. 
Outro estudo, publicado no periódico Journal of the Science of Food and Agriculture, mostrou que deixar batatas de molho antes de fritá-las reduz os níveis da substância. A pesquisa comparou o porcentual da substância em três situações: ao lavar batatas, deixá-las de molho por 30 minutos e deixá-las de molho por duas horas. A acrilamida foi reduzida em 23%, 38% e 48%, respectivamente. A redução só acontece, no entanto, se as batatas forem fritas levemente douradas. O problema persiste se a batata estiver frita em um tom mais escuro.
Uma terceira pesquisa publicada no periódico Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention mostrou que houve um risco aumentado de câncer de endométrio e ovário pós menopausa naquelas mulheres que consumiam acrilamida na dieta, particularmente entre mulheres não-fumantes (o cigarro atrapalha o resultado da pesquisa, porque ele é um potencial causador de tumores). O câncer de mama não foi relacionado com a ingestão de acrilamida. O grupo de 62 mil mulheres foi observado por cerca de 11 anos.
Sem pânico
Apesar do potencial cancerígeno da acrilamida, o mais provável é que o organismo consiga lutar contra ela. “Existem as substâncias xenobióticas, que são estranhas ao nosso organismo e não são necessárias, mas o corpo tem defesas para excretar e anular essas substâncias. A desintoxicação é feita pelo fígado, que elimina por meio das fezes, suor e urina”, explica o nutrólogo Roberto Navarro.
A oncologista clínica do Hospital Israelita Albert Einstein, Ana Paula Garcia Cardoso, explica que o grande vilão do câncer ainda são os fatores ambientais e os maus hábitos, como o cigarro e o sedentarismo. “O consumo excessivo da batata frita pode levar à obesidade, e ela sim é uma comprovada causadora de câncer”.
O diretor do Instituto Paulista de Cancerologia (IPC), Hezio Jadir Fernandes Junior, diz que fica com o “pé atrás” quando ouve dizer que alimentos como refrigerante e batata frita causam câncer. Segundo ele, sabe-se que a acrilamida pode ser causadora do câncer, mas não se sabe o quanto dessa substância que uma pessoa necessita ingerir para ter o câncer. “É a grande interrogação atual.”
Fonte: iG Saúde
Mesmo causando muita polêmica, o programa

O Programa Mais Médicos termina o ano com 6.658 profissionais trabalhando em 2.177 municípios e 28 distritos indígenas. A meta é, até março de 2014, ter 13 mil profissionais trabalhando nos municípios que aderiram ao programa. O Ministério da Saúde calcula que cada médico, acompanhado pela Equipe de Saúde na Família, atende cerca de 3.500 pessoas.
O programa foi alvo de críticas das principais entidades médicas, como o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Federação Nacional dos Médicos. Uma delas é que o contrato de trabalho era ilegal, já que os profissionais recebem uma bolsa de ensino para trabalhar, e a vinda de médicos estrangeiros sem precisarem passar pelo Exame Nacional de Revalidação de Diplomas (Revalida). As entidades recorreram à Justiça, promoveram protestos e adiaram a emissão do registro provisório.
Em julho, o presidente em exercício do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, confirmou a validade da medida provisória que instituiu o Mais Médicos.
O Ministério Público do Trabalho abriu investigação sobre o contrato de trabalho e, em janeiro, deve começar a visitar locais de atendimento para avaliar se há vínculo inadequado. Para o Ministério da Saúde, os médicos estão passando por uma formação. Cada um recebe bolsa no valor de R$ 10 mil.
Entre os médicos estrangeiros do programa, a maioria veio de Cuba, e chegou ao país por meio de um acordo do governo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Em novembro, cerca de 3 mil desembarcaram no Brasil. Houve situações em que sofreram hostilidades. Os médicos estrangeiros tiveram aulas de português e sobre as doenças mais frequentes nas regiões onde irão atender.
Após negociações, a medida provisória que instituiu o programa foi aprovada pelo Congresso Nacional, e transformada em lei. Na legislação, a emissão do registro provisório passou a ser responsabilidade do Ministério da Saúde.
O programa prevê curso de especialização com duração de um ano. O estado que recebeu o maior número de médicos do programa é a Bahia, com 787 profissionais. Em segundo lugar, vem o estado de São Paulo, com 588 médicos; seguido pelo Ceará, com 572, e pelo Maranhão, com 445.
Na Região Norte, o estado de Roraima solicitou 88 profissionais e, com a chegada de 70 médicos do programa, teve atendida 79% de sua necessidade. Já o estado do Tocantins recebeu 104 profissionais, 77% do solicitado (135). No Nordeste, os estados da Paraíba e de Alagoas receberam, respectivamente, 158 e 131 médicos, e tiveram atendidas 86% e 82% da necessidade, respectivamente.

Fonte: Primeira Edição

Profissionais que se inscreveram no Mais Médicos e não comparecerem ao trabalho serão excluídos, definitivamente, do programa, mesmo em fases posteriores, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Embora não tenha ainda fechado o número de desistências, Padilha afirmou que o plano será levado "até o fim" e todos os recursos serão usados para providenciar profissionais para locais desassistidos.
"Vamos buscar médicos até na China", disse, depois de uma participação de mais de cinco horas no plenário da Câmara para discutir o programa. Padilha afirmou que a baixa adesão de profissionais brasileiros a essa etapa do programa só reforça a necessidade de se convocar profissionais vindos de outros países.
Pelo cronograma oficial, médicos inscritos na primeira fase (brasileiros e estrangeiros com diploma validado no País) deveriam ter se apresentado na segunda-feira, 2, para o início do trabalho. Levantamentos informais mostram, no entanto, que uma parte expressiva não compareceu e outra, desistiu já nos primeiros dias de trabalho. 

O ministério deu uma tolerância para médicos se apresentarem ao trabalho. Mas, se preferissem, prefeituras poderiam relatar, até esta quarta-feira (4) à noite, casos de desistência ou abandono do Mais Médicos. Com isso, voltariam a integrar a lista para preenchimento das vagas.
Editais mensais 

A ideia do governo é realizar, mensalmente, editais para convocação de profissionais interessados em participar do programa Mais Médicos. Prefeituras que ainda não se inscreveram também podem fazer a inscrição nos editais mensais. Nos dois ciclos de inscrição feitos até agora, o governo registrou a adesão de 4.025 cidades. Foram solicitados 15.460 médicos. Nessa segunda etapa, 1.414 médicos brasileiros e 1.602 estrangeiros se candidataram. No primeiro ciclo, foram 1.096 brasileiros e 282 estrangeiros. Os profissionais recebem, por uma jornada semanal de 40 horas, uma bolsa no valor de R$ 10 mil, além de pagamento de despesas de moradia e alimentação.
Padilha disse não temer que a baixa adesão prejudique programa. "Estamos só no começo, há uma longa caminhada", disse. De acordo com ele, a infraestrutura dos locais e a carga horária dos profissionais serão acompanhadas de perto. Lançado em julho, o programa é duramente criticado por entidades médicas, sobretudo pela contratação de profissionais vindos de Cuba. O recrutamento de médicos cubanos foi formalizado há duas semanas, depois da primeira etapa de inscrição de brasileiros. 

Cubanos 

Diante do baixo número de adesões, o governo anunciou o recrutamento de 4 mil profissionais. Dois dias depois, os primeiros 400 começaram a chegar no País. Embora a formalização tenha sido feita há duas semanas, médicos cubanos vêm se preparando para vir ao País desde o início do ano. No caso dos profissionais estrangeiros, eles passam por um curso de capacitação de três semanas. Concluída esta etapa, os cubanos serão enviados para cidades que não foram escolhidas por nenhum brasileiro.
Fonte: Último Segundo

Brasília – O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse hoje (4) que o governo brasileiro poderá analisar eventuais pedidos de asilo político de médicos cubanos contratados pelo Programa Mais Médicos. Segundo ele, o mesmo ocorrerá com médicos de outras nacionalidades. Em debate na Câmara, Padilha rebateu afirmações de que os cubanos ficam sem a posse dos passaportes.
“Se um médico cubano, ou argentino – temos médicos de mais de 60 países -, se qualquer um desses profissionais vier a pedir asilo político, vamos analisar quando houver o motivo”, disse em resposta a parlamentares sobre a possibilidade de os cubanos poderem requerer asilo. “Chequem com os médicos e vejam se eles não ficam com passaporte na mão deles. É o documento que eles têm”, completou. Padilha foi à Comissão Geral da Câmara para debater o Programa Mais Médicos.
A vinda dos profissionais de Cuba faz parte de acordo do Ministério da Saúde com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). A previsão é trazer ao Brasil, até o final do ano, 4 mil médicos cubanos. Os primeiros 400 profissionais chegaram ao país e passam por curso de formação e avaliação, com duração de três semanas. A previsão é que eles comecem atuar no próximo dia 16, nas cidades que não atraíram profissionais inscritos individualmente no Mais Médicos.


Fonte: Agência Brasil
Pará é o estado brasileiro em que mais trabalhará médicos cubanos.
O Pará será o Estado brasileiro que receberá o maior número de médicos cubanos. Os profissionais vieram trabalhar no Brasil após acordo do Ministério da Saúde com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), que integra o programa Mais Médicos para o Brasil. A informação foi repassada, nesta terça-feira (3), ao secretário de Estado de Saúde Pública, Helio Franco, pela vice-ministra da Saúde de Cuba, Márcia Ruiz, em reunião no gabinete da Sespa. Ao todo, 62 profissionais de Cuba vão atuar em 27 municípios e dois distritos sanitários especiais indígenas.
Dos 27 municípios paraenses que receberão esses profissionais, doze estão na região do Marajó. A previsão é que os médicos cheguem ao Pará dia 16 de setembro, e imediatamente sigam para os municípios onde vão trabalhar, na atenção primária.
Segundo o Ministério da Saúde, os municípios que receberão os médicos cubanos são: Afuá (dois), Alenquer (dois), Anajás (dois), Anapu (um), Aurora do Pará (dois), Aveiro (dois), Bagre (dois), Cachoeira do Arari (dois), Curralinho (dois), Curuá (dois), Faro (dois), Floresta do Araguaia (quatro), Garrafão do Norte (dois), Gurupá (dois), Limoeiro do Ajuru (dois), Melgaço (dois), Monte Alegre (dois), Muaná (dois), Nova Esperança do Piriá (dois), Novo Repartimento (dois), Pacajá (dois), Ponta de Pedras (dois), Portel (dois), Rurópolis (três), Santa Cruz do Arari (dois), São Sebastião da Boa Vista (dois) e Tracuateua (dois), além dos distritos sanitários especiais indígenas de Altamira (três) e Itaituba (três).
O objetivo da reunião foi mostrar a Márcia Ruiz como está estruturado o Sistema de Saúde no Estado. A cogestora da Sespa, Maridalva Pantoja, informou que o Estado está dividido em 13 Regiões de Saúde, havendo, em cada uma delas, uma Comissão Intergestores Regional (CIR), que congrega representantes do Estado e dos municípios para discutirem as questões de saúde da região. Maridalva mostrou ainda como se dá o acesso aos municípios e como estão distribuídos os serviços e equipamentos em todo o Pará.
Na oportunidade, Helio Franco comentou sobre a situação epidemiológica do Pará, destacando os acidentes de trânsito e as endemias como maiores preocupações, assim como a falta de assistência durante o pré-natal, que tem causado a morte de mães e bebês. Para o secretário, é boa a expectativa em relação à chegada dos médicos cubanos, porque o programa Mais Médicos garante a fixação deles no município, ao contrário do que acontece hoje, quando o profissional fica uma ou duas semanas e vai embora. “Isso já um ganho enorme para o funcionamento da Estratégia Saúde da Família (ESF)”, disse.
O secretário perguntou à vice-ministra qual a maior dificuldade enfrentada pelos cubanos para atuarem aqui. Ela respondeu que não há problemas, porque todos eles já estiveram em outras missões, e 49% já atuaram em mais dois países. Os lugares em que enfrentaram mais dificuldade foram África e Haiti. Márcia expôs preocupação apenas com a receptividade que será dada aos médicos cubanos, para evitar o que ocorreu em Fortaleza, onde os profissionais cubanos foram hostilizados.
O assessor técnico do Colegiado de Secretários Municipais de Saúde (Cosems), Ed Wilson, garantiu que os gestores municipais já estão organizados para receber e acolher os profissionais da melhor forma possível, desde o aeroporto. Ele disse ainda que os prefeitos e secretários estão muito felizes com a iniciativa e adiantou que os médicos cubanos que vão para os doze municípios do Marajó representarão um aumento de 100% na cobertura da ESF na região.
A reunião também teve a participação da diretora de Políticas de Atenção Integral à Saúde, Dione Cunha, da coordenadora de Educação na Saúde, Sônia Bahia, e de representantes da Associação dos Municípios do Arquipélago do Marajó (Amam).
Fonte: Agência Pará
Atendimento rápido após infarto é fundamental para evitar maiores danos ao coração.

O coração não para de trabalhar um segundo e, para suprir as necessidades do corpo em repouso, precisa bombear em média de 5 a 6 litros de sangue por minuto. No entanto, em uma pessoa normal, ele pode bombear até 20 litros de sangue por minuto e, em caso de atletas, que têm o músculo cardíaco mais forte, por exemplo, essa quantidade pode subir para 25 litros.
Se a pessoa perde parte dessa musculatura, como num infarto, por exemplo, o coração continuará suprindo essa necessidade do organismo, mas em uma situação que exigir maior demanda de oxigênio, como uma forte emoção ou durante a atividade física, por exemplo, não vai conseguir funcionar bem porque terá perdido a “reserva” - o que pode gerar um cansaço excessivo ou até mesmo uma parada cardíaca.
Essa sequela no coração pode ser ainda maior se houver demora no atendimento ao paciente com infarto.
Como explicou o cardiologista Fábio Jatene no Bem Estar desta terça-feira (3), o coração pode perder em média 1 terço de seu músculo - para evitar danos maiores, o ideal é que ele seja atendido o quanto antes. Se o atendimento for em até 60 ou 90 minutos, boa parte dessa musculatura pode ser recuperada; se demorar mais de 6 horas no atendimento, as células perdidas já não podem mais se regenerar.
Depois da morte dessas células musculares, o músculo cardíaco sofre uma cicatrização e um processo de fibrose muscular, como mostrou o cardiologista. Esse processo pode prejudicar a elasticidade do músculo, diminuindo a capacidade de bombeamento do sangue. Por isso, é extremamente importante o rápido atendimento ao paciente aos primeiros sinais de infarto, para evitar essas consequências.
O primeiro sinal de infarto é o que os médicos chamam de isquemia, ou seja, falta de sangue. Isso acontece quando há um estreitamento das artérias ou alguma obstrução que impede o aumento do fluxo sanguíneo em situações em que há maior demanda de oxigênio, como por exemplo, durante a atividade física – nesse caso, o sangue começa a ter dificuldade para passar pelos vasos.
Entre os sintomas mais comuns da isquemia, estão dor e aperto no peito, sensação de aperto na base do pescoço, tontura e cansaço. Porém, existem casos em que a pessoa não sente nenhum sinal ou sente algo dificilmente relacionado a um infarto, como azia, por exemplo, como explicou o cardiologista Roberto Kalil.
Medicamentos vasodilatadores ou que afinam o sangue podem facilitar essa passagem sanguínea, mas existem casos em que a isquemia é definitiva e leva à obstrução total do vaso, o que faz a pessoa sofrer um infarto.

90% dos médicos cúbanos que chegaram ao país, irão para o Norte e Nordeste.


As regiões Norte e Nordeste vão receber 364 dos 400 médicos cubanos que vieram para o Brasil na primeira etapa do acordo do governo brasileiro com a Organização Panamericana de Saúde (Opas) para trazer profissionais de Cuba para atuar em regiões carentes do país. Os números foram divulgados nesta terça-feira (3) pelo Ministério da Saúde.

Dos profissionais que vão para o Nordeste, 6 vão para distritos indígenas e 201 para municípios. Dos que vão para o Norte, 34 vão para distritos indígenas e 123 para municípios.
O estado que mais receberá médicos cubanos é o Pará, com 56 profissionais alocados em municípios e seis em distritos indígenas, totalizando 62. Em seguida, vêm o Amazonas, com 61 médicos, e a Bahia, com 45.
A região Sudeste vai receber 30 médicos e a região Sul vai ficar com seis.
“A primeira prioridade para alocação dos profissionais médicos foram os municípios com maior concentração de pobreza”, explicou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. “O segundo critério foram estados que demandaram muitos médicos – como os estados do Rio Grande do Sul, Minas Gerais e São Paulo. Também pegamos municípios de extrema pobreza desse estados, com os mais baixos IDHs”.
O acordo com a Opas prevê, até o final do ano, a chegada de 4 mil médicos cubanos. Eles vão atuar nos 701 municípios que não foram escolhidos por nenhum dos profissionais brasileiros ou estrangeiros aprovados na primeira fase do programa Mais Médicos.
Do total de 400 médicos cubanos, 133 vão trabalhar em municípios com “baixo” Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), 51 em cidades com “médio” IDH, 13 com índice “muito baixo” e 9 em cidades com IDH “alto”.



Segunda etapa do Mais Médicos

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou ainda que a segunda etapa do programa Mais Médicos, que seleciona profissionais brasileiros e do exterior para atuar nas regiões carentes, recebeu 3.016 inscrições. Dessas, 1.414 foram de profissionais com diplomas no Brasil e 1.602 formados no exterior, de 65 nacionalidades diferentes.
Do total de 3.016 inscrições, 951 profissionais já completaram suas inscrições com todos os dados solicitados pelo ministério, de acordo com Padilha. Os demais médicos inscritos cujos cadastros não estão concluídos têm até meia-noite de quarta-feira (4) para indicar seis opções de municípios onde desejam trabalhar.
O ministério prevê que os profissionais brasileiros inscritos na segunda etapa comecem a se apresentar aos municípios em 1º de outubro. Já os estrangeiros deverão desembarcar no Brasil entre 4 e 6 de outubro e se apresentarem aos municípios em 28 de outubro.
Desistências


O ministro falou a respeito das desistências de médicos brasileiros selcionados na primeira etapa do Mais Médicos, que deverão se apresentar aos municípios até 12 de setembro. Algumas secretarias municipais de saúde já relataram a desistência de alguns profissionais, como é o caso do Distrito Federal, onde dos 15 médicos selecionados, seis são considerados desistentes pelo governo distrital.



Ainda não há um balanço da quantidade de médicos que desistiram de trabalhar pelo programa, segundo o ministro. Na quarta-feira (4), o ministério terá os primeiros dados da checagem que a ouvidoria está realizando junto às secretarias municipais de saúde sobre o grau de desistência dos profissionais, de acordo com Padilha.



“As secretaria de Saúde têm até amanhã à noite para fazer um comunicado caso já confirme a desistência do médico para poder oferecer essa vaga no processo de seleção desse segundo mês”, disse o ministro.

Padilha disse garantir que os municípios cujos médicos desistiram do posto receberão profissionais na segunda etapa do programa e comparou as desistências aos concursos públicos. “Isso só revela um drama o que os municípios têm em seleções públicas, que é aguardar, ás vezes, alguns dias, até a confirmação do profissional médico”, afirmou.

“Caso essa vaga não seja ocupada, o Ministério da Saúde fará de tudo, estimulando profissionais brasileiros ou estrangeiros, para ocupar essas vagas e garantir o atendimento da população. Garanto a esses municípios, caso os médicos brasileiros não compareçam até 12 de setembro, que nós vamos ocupar essas vagas”, declarou Padilha.


Fonte: Bem estar
Perda de memória na terceira idade, está relacionado com deficiência proteica, diz pesquisa.

Pesquisadores do Centro Médico da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, descobriram que a deficiência da proteína RbAp48 em uma região cerebral denominada hipocampo contribui para a perda de memória relacionada à idade – e que esse processo pode ser revertido. O estudo fornece ainda evidências de que esse tipo de perda de memória não está relacionado ao Alzheimer.

Liderado por Eric Richard Kandel, ganhador do Prêmio Nobel de Medicina em 2000, por trabalhos relacionados à memória, a pesquisa foi realizada com células cerebrais humanas e com camundongos. Os resultados foram publicados na edição online do periódico Science Translational Medicine.
Inicialmente acreditava-se que a perda de memória relacionada à idade era uma manifestação inicial do Alzheimer, mas evidências mostraram que esses são dois processos distintos, ambos relacionados ao hipocampo – uma região do cérebro composta por várias sub-regiões conectadas, fortemente associada à memória e ao aprendizado.
Estudos anteriores mostraram que o Alzheimer afeta a memória agindo no córtex entorrinal (CE), região que contém a maior parte das vias de entrada para o hipocampo. Já a perda de memória relacionada à idade afeta o giro denteado (GD), sub-região que recebe estímulos do CE. "Até agora, porém, ninguém havia conseguido identificar os defeitos moleculares específicos envolvidos na perda de memória por idade em humanos", afirma Scott Small, coautor do estudo.
Pesquisa 
 No trabalho atual, os pesquisadores procuravam mais evidências da distinção entre a perda de memória "comum" e o Alzheimer. O primeiro passo foi analisar as expressões dos genes no giro denteado em células cerebrais humanas colhidas de oito adultos que não apresentavam doenças cerebrais, após sua morte. A equipe analisou também células do córtex entorrinal, que serviram como controle, uma vez que essa área cerebral não é afetada pelo envelhecimento. Os resultados levaram a 17 genes que poderiam estar relacionados ao envelhecimento do giro denteado. Dentre eles, o que apresentou mudanças mais significativas foi o RbAp4: a expressão desse gene sofreu uma queda acentuada com o avançar da idade.
Para determinar se o RbAp48 estava envolvido com a perda de memória relacionada à idade, os pesquisadores realizaram estudos com camundongos. "A primeira pergunta era se esse gene também tem a expressão reduzida em camundongos idosos", disse Elias Pavlopoulos, integrante da equipe. "E foi isso o que aconteceu – houve uma redução da proteína RbAp48 no giro denteado [dos camundongos]."
Memória flexível 
 Os pesquisadores então inibiram a atividade desse gene em animais jovens e avaliaram sua memória em testes de reconhecimento de objetos e labirintos. Os resultados mostraram que eles sofreram uma perda de memória semelhante aos camundongos idosos. Porém, quando a inibição do gene foi interrompida, a memória desses animais voltou ao normal.
Em outro experimento, camundongos mais velhos tiveram a expressão do gene aumentada. "Nós ficamos surpresos em notar que isso não só melhorou o desempenho desses animais em testes de memória, mas tornou-os comparáveis aos camundongos jovens", explica Pavlopoulos.
Para Kandel, é possível que outras mudanças no giro denteado contribuam para esse tipo de perda de memória, mas a grande importância deste estudo é mostrar que esse processo se relaciona a mudanças funcionais nos neurônios, e não a sua perda, como ocorre no caso do Alzheimer.
O estudo sugere ainda que a via molecular PKA-CREB1-CBP, descoberta pela equipe em estudos anteriores, pode estar relacionada à ação da proteína RbAp48, o que torna tanto a proteína quanto a via alvos para tratamentos experimentais contra a perda de memória. Agentes que estimulam essa via já foram relacionados à melhora de disfunções relacionadas à idade no hipocampo de roedores.
"Não se sabe se essas substâncias vão funcionar em humanos, mas a questão é que para desenvolver tratamentos, primeiro é preciso encontrar o alvo certo. Agora nós temos um bom alvo, e com os camundongos que desenvolvemos nós podemos testar diversas terapias", afirma Small.
Fonte: Veja Online
Cientistas americanos descobrem falha genética, que altera o sistema imunológico, causando alergias.

Alergias são conhecidas como o resultado de uma complexa interação entre a genética e o meio ambiente, mas até agora nenhum gene específico havia sido responsabilizado por esta condição. Porém, um novo estudo americano apontou, pela primeira vez, para um falha genética que pode ser a origem de diversas alergias. Apesar de ainda estar em estágio inicial, a pesquisa pode, no futuro, abrir caminho para a descoberta de um tratamento mais eficiente para doenças alérgicas.

Publicado recentemente no periódico Science Translational Medicine, o estudo mostra que uma mutação genética responsável por fazer com que sinais anormais sejam emitidos por uma proteína chamada Fator de Crescimento Transformante Beta (TGF-beta) pode alterar a forma como o sistema imunológico responde a determinados alimentos e fatores ambientais, que provocam alergia. O mau funcionamento da TGF-beta  também está relacionado à Síndrome de Loeys-Dietz (LDS) e à Síndrome de Marfan, doenças genéticas que se caracterizam pelo afrouxamento dos vasos sanguíneos.
“Nós temos evidências de que o mesmo defeito na TGF-beta, que é responsável pelas síndromes de Loeys-Dietz  e Marfan, também está por trás de uma cascata de eventos que culmina no desenvolvimento de doenças como asma, alergia a alimentos e eczemas (inflamações da pele )", afirma Pamela Frischmeyer-Guerrerio, principal autora do estudo e imunologista do Departamento de Pediatria da Universidade Johns Hopkins. O interesse dos cientistas pela TGF-beta começou anos atrás, quando se descobriu que pacientes com LDS tinham mais alergias do que a média da população.
Pesquisa 
 Participaram do estudo 58 crianças e adolescentes com LDS, de 7 a 20 anos, sendo que a maioria delas apresentava um histórico de doença alérgica. Como a TGF-beta é responsável também pela maturação das células do sistema imunológico, os pacientes com LDS apresentam um número maior dessas células no organismo. Porém, em vez de reduzir a inflamação, os pesquisadores descobriram que essas células estavam emitindo moléculas sinalizadoras que provocavam as reações alérgicas. A mesma situação foi observada em pacientes alérgicos que não tinham LDS, o que indica que a proteína TGF-beta pode ser responsável pelas alergias mesmo em pessoas que não apresentam doenças genéticas.
O estudo mostrou, ainda, que pacientes tratados com um medicamento para pressão arterial, conhecido como losartan, apresentaram uma redução nessa proteína, o que sugere que o fármaco pode ser um caminho para o tratamento de alergias. Segundo os pesquisadores, o próximo passo é estudar se o losartan é capaz de reverter sintomas alérgicos em animais.
Fonte: Veja online
Açúcar pode ser prejudicial à saúde, mesmo em doses consideradas normais, diz estudo.

Diversos estudos já mostraram que açúcar em excesso é prejudicial à saúde, mas uma nova pesquisa fornece evidências que ele pode ser tóxico também em quantidades consideradas normais por organizações de saúde. Pesquisadores da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, analisaram os efeitos do consumo de açúcar equivalente a três latinhas de refrigerante por dia, acompanhadas de uma dieta saudável e balanceada, em um grupo de camundongos.

Apesar de não poderem ser diretamente transpostos para os seres humanos, os resultados são preocupantes: as fêmeas que receberam a dieta açucarada apresentaram uma taxa de mortalidade duas vezes maior do que o normal. Entre os machos, não houve mudança na expectativa de vida, mas sua capacidade de manter territórios e se reproduzir foi afetada. Os resultados foram descritos em um estudo publicado nessa terça-feira no periódico Nature Communications.
Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores dividiram 158 camundongos em dois grupos. Os dois foram alimentados de forma balanceada e saudável, mas um dos grupos recebeu 25% das calorias em forma de açúcar – metade glicose e metade frutose.
Wayne Potts, professor de biologia da Universidade de Utah e um dos autores do estudo, explica que o Conselho Nacional de Pesquisa dos Estados Unidos recomenda que não mais do que um quarto das calorias consumidas deve vir de açúcar adicionado – aquele que é acrescentado aos alimentos durante o processo de fabricação. Não entram nessa conta os açúcares naturais, presentes em frutas e outros alimentos não processados. De acordo com o pesquisador, de 13% a 25% dos americanos consomem a dose de açúcar utilizada no estudo, que equivale, por dia, ao açúcar presente em três latas de refrigerante.
Instinto natural 
Um detalhe importante deste estudo é o fato de que ele não foi feito com animais de laboratório. Como muitos ratos vivem dentro de casas, eles acabam compartilhando de certa forma os hábitos alimentares dos humanos, o que os torna um bom modelo para estudos relacionados à alimentação. "Eles têm vivido com o mesmo tipo de alimentação que nós desde a revolução agrícola, 10 000 anos atrás", diz Potts.
Os camundongos de laboratório em geral vêm de longas linhagens de animais criados em cativeiro, o que faz com que eles não tenham a mesma necessidade de explorar territórios como a encontrada em camundongos que vivem em liberdade. Por esse motivo, os pesquisadores utilizaram no estudo camundongos descendentes de animais "selvagens", e não animais de laboratório, como acontece na maior parte das pesquisas.
O instinto de explorar território era uma característica necessária devido à configuração do estudo. Os ratos foram colocados em uma sala apelidada de "estábulo de camundongos", contendo diversas caixas que serviam como ninhos. A ideia era criar um ambiente mais próximo da realidade do que as pequenas gaiolas em que eles costumam viver durante experimentos científicos. Dessa forma, os animais puderam competir naturalmente por parceiros e territórios, revelando então os efeitos da dieta em seu desempenho.
"Eles são muito competitivos no que se refere a comida, ninhos e território", afirma Potts. "E essa competição demanda um grande esforço físico, então, se existe um defeito em algum sistema fisiológico, eles tendem a se sair pior na competição", explica o pesquisador.
Antes de serem colocados no "estábulo" para o experimento, os animais foram mantidos em gaiolas por 26 semanas, durante as quais receberam a alimentação designada para o grupo ao qual pertenciam – com ou sem o açúcar adicionado. Quando foram colocados no ambiente de teste, todos passaram a receber a alimentação açucarada, de forma que o estudo avaliasse apenas as diferenças causadas pelas dietas diferentes durante aquelas 26 semanas anteriores.
Resultados 
Após 32 semanas no "estábulo", 35% das fêmeas que estavam no grupo da dieta com açúcar morreram – quase o dobro do número de mortes entre fêmeas do grupo que recebeu a dieta saudável, que foi de 17%. Já entre os machos, não houve diferença no número de mortes entre aqueles que receberam ou não o açúcar extra.
Em compensação, os machos que foram alimentados com mais açúcar conseguiram 26% menos territórios do que os demais e se reproduziram 25% menos.
Os pesquisadores não encontraram diferenças entre os dois grupos no que se refere a obesidade e níveis de insulina, glicose e triglicérides em jejum. "Nosso estudo mostra que os efeitos negativos de uma dieta rica em açúcar adicionado não poderiam ser detectados por testes convencionais", afirma Potts.
Fonte: Veja Online


A combinação de um antiviral e de um medicamento experimental curou 70% dos pacientes com hepatite C em ensaios clínicos iniciais, prometendo uma solução mais simples para a doença hepática crónica, informaram investigadores.

O ensaio clínico de fase II, descrito num artigo divulgado, na terça-feira, no "Journal of the American Medical Association" (JAMA), estudou a eficácia e segurança de um medicamento experimental, sofosbuvir, tomado com o antiviral ribavirina.

Os fármacos foram administrados por via oral e o tratamento realizado durante seis meses conseguiu uma taxa de cura de 70% e foi bem tolerado, revelaram os pesquisadores.

O tratamento atual podem durar cerca de um ano e implicam no uso de injeções semanais de interferon alfa combinado o ribavirina e outro antiviral. Entre os efeitos colaterais, considerados graves, incluem-se a depressão, os sintomas de gripe e a anemia.

O ensaio contou com a participação de 60 voluntários infetados com o genótipo 1 do vírus da hepatite C que não responde tão bem ao tratamento atual, segundo a agência France Press.

Este estudo clínico sobre a hepatite C também é diferente dos anteriores por incluir participantes com um fígado muito deteriorado e outros com lesões nesse órgão menos avançadas.

Vinte e quatro semanas após o final do tratamento, o vírus não foi detetado em 70% dos participantes, o que é considerado uma cura porque este agente patogênico não se integra ao DNA humano.

Shyam Kottilil, do Instituto nacional norte-americano das alergias e doenças infeciosas e principal autor do estudo, considerou que, tendo em conta as características dos participantes, "o resultado é particularmente promissor".


Fonte: JN Pt
Pesquisa americana revela que cocaína pode mudar a estrutura do cérebro em poucas.


Os estudiosos da Universidade da Califórnia fizeram experimentos com camundongos, que receberam injeções com cocaína.
Eles constataram que, apenas duas horas após receber a primeira dose, as cobaias já haviam desenvolvido no cérebro novas estruturas que são ligadas à memória, ao uso de drogas e a mudanças de comportamento.
Os camundongos que tiveram as maiores alterações no cérebro revelaram ter uma dependência mais elevada de cocaína, mostrando que, segundo especialistas, o cérebro deles estava "aprendendo o vício".
A pesquisa foi divulgada na publicação científica Nature Neuroscience.

Caçador de cocaína

Os cientistas investigaram nas cobaias o surgimento de pequenas estruturas nas células do cérebro chamadas espinhas dendríticas, que têm relação profunda com a formação das memórias.
Um microscópio a laser foi usado para olhar dentro do cérebro dos camundongos, ainda vivos, para procurar por espinhas dendríticas após eles receberem doses de cocaína. A mesma análise foi feita em camundongos que, em vez de injeções com cocaína, receberam injeções com água.
O grupo que recebeu cocaína apresentou uma maior formação de espinhas dendríticas, o que indica que mais memórias, relacionadas ao uso da droga, foram formadas.
A pesquisadora Linda Wilbrecht, professora assistente de psicologia e neurociência da Universidade da Califórnia na cidade de Berkeley, disse: "Nossas imagens fornecem sinais claros de que a cocaína induz ganhos rápidos de novas espinhas, e quanto mais espinhas os camundongos ganham, mais eles mostram que ‘aprenderam’ (o vício) sobre a droga".
"Isso nos mostra um possível mecanismo ligando o consumo de drogas à busca por mais drogas."
"Essas mudanças provocadas pela droga no cérebro podem explicar como sinais relacionados à droga dominam o processo de tomada de decisões em um usuário humano".
O pesquisador Gerome Breen, do Insituto de Psiquiatria do King’s College de Londres, ressaltou que "o desenvolvimento da espinhas dendríticas é particularmente importante no aprendizado e na memória".
"Este estudo nos dá um entendimento sólido de como o vício ocorre – ele mosta como a dependência é aprendida pelo cérebro."

Fonte: BBC

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