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Só em São Paulo Mais de 400 médicos fizeram as provas para o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos.

Só em São Paulo Mais de 400 médicos fizeram as provas para o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos.

A maioria dos 1.772 inscritos no país para o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida) escolheu a cidade de São Paulo para submeter-se aos testes. No total são 424 candidatos ou 23,93% do número de brasileiros e estrangeiros que concorreram hoje (24) ao direito de ter o diploma obtido fora do país reconhecido no Brasil para o exercício legal da profissão.

Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo exame, que é feito desde 2011, não houve o registro de nenhum incidente ou atrasos envolvendo os inscritos na capital paulista, onde as provas ocorrem em unidade da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
A exemplo das demais localidades onde ocorre o Revalida, além de São Paulo: Brasília, Rio Branco, Manaus, Salvador, Fortaleza, Campo Grande, Curitiba, Rio de Janeiro e Porto Alegre, os médicos que fazem as provas em São Paulo cumpriram a primeira etapa, de testes de múltipla escolha, de manhã e, à tarde, entre questões dissertativas.
Ao finalizar a primeira parte da prova, muitos médicos consideraram as questões muito longas e exaustivas. “É bem extensa e cansativa, mas foi acessível”, avaliou Janaína da Silva, brasileira, de 31 anos, que acabou de completar seus estudos em Cuba, onde o ensino é gratuito. Ela elogiou a qualidade do curso de medicina cubano. “O curso é ótimo. A gente já tem contato com os pacientes no terceiro ano e acesso o tempo todo com os professores”.
Janaína contou que foi estudar naquele país porque obteve uma bolsa de estudo por meio de uma Organização Não Governamental (ONG), a Articulação de Mulheres Negras de São Paulo. “Eu queria fazer medicina, mas no meu país isso é impossível para quem tem um nível econômico baixo. Lá, todo o ensino é público, e eu pude realizar um sonho”, disse.
Questionada sobre o Programa Mais Médico, do Ministério da Saúde, a médica recém-formada defendeu tratar-se de “um bom programa e que deve visar o atendimento no interior em que as cidades são menos abastecidas [de médicos].
Já a venezuelana Gabriela Fuenmayor, de 30 anos, formada há seis anos em seu país, compareceu para o exame pela segunda vez. Ela é pediatra na Venezuela e faz residência em cardiopediatria no Hospital do Coração, com o registro profissional provisório. No conceito dela, a exigência de conhecimentos específicos envolveu dificuldade média. Comparando, no entanto, com o exame do ano passado, a venezuelana disse que este” foi mais fácil”.
Além de buscar aprimoramento no Brasil, ela demonstrou ter interesse em trabalhar, mas não em regiões distantes dos grandes centros médicos e tem preferência por São Paulo. Quanto ao Programa Mais Médico, defendeu que antes de submeter-se a ele, todos os participantes deveriam fazer o Revalida para comprovar que “se vai trabalhar com igual nível dos formados aqui [no Brasil].
Também da Venezuela, e igualmente fazendo as provas pela segunda vez , Simon Echeto, de 31 anos, formado há sete, avaliou ter cumprido com tranquilidade as exigências de conhecimento da primeira parte das provas. Ele faz residência médica no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia e acha natural que os médicos formados no exterior tenham que fazer o Revalida.
Para Simon, é injusto que essa prova seja dispensada aos inscritos no Programa Mais Médicos. “Eu acho que eles deveriam fazer também porque o brasileiro tem o direito à qualidade dos médicos que vêm trabalhar”.
Entre os inscritos, Calos Roberto da Silva, de 44 anos, formado na Bolívia no ano passado, lamentou não poder participar do Programa Mais Médico. Podem se inscrever apenas aqueles oriundos de países com distribuição de profissionais acima da mensurada no Brasil que é de 1,8 mil médicos por mil habitantes.
Ele estudou na Bolívia pelo fato de o curso lá ser mais barato. “Mas agora, aqui, sou considerado um falso médico”, observou. A mesma queixa foi feita por sua colega de sala de aula, Cibelle Vieira, de 34 anos. “É revoltante que a gente não possa participar”, desabafou.

Fonte: Jornal do Brasil

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